A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta terça-feira (17) a Operação Indébito, desdobramento da investigação que apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social.
A operação cumpre 19 mandados de busca e apreensão, além de duas prisões preventivas e outras medidas cautelares no Ceará e no Distrito Federal. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça.
As investigações apuram crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, estelionato previdenciário, organização criminosa e ocultação de patrimônio.
Deputada é alvo e terá tornozeleira eletrônica
Entre os alvos está a deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE), que foi submetida a mandado de busca e apreensão. Por decisão do relator do caso, foi determinado o uso de tornozeleira eletrônica como medida cautelar.
A Polícia Federal chegou a solicitar a prisão preventiva da parlamentar, mas o pedido foi negado. No relatório judicial, ela é apontada como articuladora política do esquema investigado.
Gorete Pereira exerce atualmente mandato como suplente, tendo assumido a vaga do deputado Yury do Paredão desde dezembro de 2025.
A operação resultou em duas prisões, entre elas a de Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional e da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil.
Segundo as investigações, o esquema envolveria entidades associativas que realizavam descontos indevidos diretamente nos benefícios previdenciários, sem autorização dos segurados.
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