O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) avançou 0,72% em abril, acelerando frente à alta de 0,37% registrada em março, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (12) pelo IBGE. O resultado representa a terceira maior variação para meses de abril desde 2005, desconsiderando os anos afetados diretamente pela pandemia de Covid-19.

Com o desempenho do mês, o indicador acumula alta de 2,89% em 2026 e de 7,01% nos últimos 12 meses, acima dos 6,73% registrados no período imediatamente anterior.

O custo nacional da construção por metro quadrado passou de R$ 1.932,27 em março para R$ 1.946,09 em abril. Desse total, R$ 1.098,80 correspondem aos materiais de construção e R$ 847,29 à mão de obra.

A pressão inflacionária veio principalmente dos materiais, cuja alta acelerou para 0,83% em abril, acima dos 0,43% registrados no mês anterior. Em 12 meses, o segmento acumula avanço de 4,99%.

Já a mão de obra subiu 0,57% no mês, refletindo reajustes salariais observados em algumas regiões do país. No acumulado de 12 meses, os custos trabalhistas avançam 9,77%, ritmo superior ao dos materiais.

Regionalmente, o Nordeste registrou a maior alta mensal do país, com avanço de 0,98%, impulsionado especialmente pelos reajustes nas categorias profissionais no Maranhão. O Acre liderou entre os estados, com elevação de 3,89%, também influenciada por acordos coletivos.

As demais regiões tiveram os seguintes resultados em abril:

Norte: 0,58%
Sudeste: 0,66%
Sul: 0,61%
Centro-Oeste: 0,42%

O avanço do Sinapi ocorre em um ambiente de custos ainda elevados na construção civil, pressionado por reajustes salariais, aumento de insumos e juros elevados, que continuam afetando o setor imobiliário e os investimentos em infraestrutura.