A elevação do limite de faturamento do microempreendedor individual (MEI) de R$ 81 mil para R$ 130 mil por ano pode ampliar a formalização e reduzir distorções no regime, segundo avaliação do Sebrae.
A proposta, prevista no Projeto de Lei nº 108/2021, deve ser analisada nos próximos dias pela Câmara dos Deputados. O texto também autoriza a contratação de até dois empregados, ampliando a capacidade operacional dos pequenos negócios.
A mudança busca corrigir a defasagem do teto, que está congelado desde 2018. Apenas no início de 2025, mais de 570 mil MEIs foram desenquadrados por ultrapassarem o limite atual de faturamento.
Segundo o Sebrae, a atualização do teto pode trazer empresas de volta à formalidade e reduzir incentivos à subdeclaração de receitas. A estimativa é que cerca de 470 mil negócios hoje fora do regime possam ingressar no modelo simplificado.
Além disso, a possibilidade de contratação de um segundo funcionário pode impulsionar a geração de empregos. Em um cenário conservador, a medida poderia criar até 1,5 milhão de postos de trabalho, caso 10% dos MEIs ampliem sua equipe.
Para o ambiente de negócios, a proposta tende a aliviar o chamado “estrangulamento” do MEI, permitindo crescimento mais sustentável sem perda imediata dos benefícios tributários, ao mesmo tempo em que amplia a base formal da economia.
Carlos Augusto
Receita notifica 404 mil MEIs e dá 90 dias para regularizar dívidas no Simples
Americanas pede encerramento da recuperação judicial após cumprir plano
Aneel recomenda prorrogação da concessão da Enel Ceará por 30 anos
Aviação brasileira cresce 10,1% e registra melhor início de ano da história
Petrobras anuncia nova descoberta de gás em águas profundas da Colômbia
Confiança empresarial cai e incerteza econômica sobe em março
Petrobras lucra R$ 110,1 bilhões em 2025, alta de 200%
Confiança empresarial recua após cinco meses de alta
💬 Comentários
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro!