A Petrobras aprovou o pagamento de R$ 9,03 bilhões em remuneração aos acionistas, na forma de juros sobre capital próprio (JCP), como antecipação dos proventos relativos ao exercício de 2026. O valor corresponde a R$ 0,70097272 por ação ordinária e preferencial em circulação.
A decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração da companhia em reunião realizada nesta segunda-feira (11), com base no balanço financeiro encerrado em 31 de março de 2026.
Segundo a estatal, a distribuição segue a Política de Remuneração aos Acionistas vigente, que prevê repasse de 45% do fluxo de caixa livre aos investidores quando o nível de endividamento bruto estiver abaixo do limite definido no plano estratégico.
Os pagamentos serão realizados em duas parcelas iguais:
R$ 0,35048636 por ação em 20 de agosto de 2026;
R$ 0,35048636 por ação em 21 de setembro de 2026.
As duas parcelas serão pagas integralmente na forma de juros sobre capital próprio.
Terão direito aos proventos os investidores posicionados nas ações da Petrobras na B3 até o fechamento do pregão de 1º de junho de 2026. Os papéis passam a ser negociados na condição “ex-direitos” a partir de 2 de junho.
Para os detentores de ADRs negociados na Bolsa de Nova York (NYSE), a data-base será 3 de junho, com pagamentos previstos a partir de 27 de agosto e 28 de setembro.
A Petrobras informou ainda que os valores pagos agora serão descontados da remuneração total aos acionistas referente ao exercício de 2026, que será submetida à Assembleia Geral Ordinária de 2027. Para esse cálculo, os montantes serão atualizados pela taxa Selic até o encerramento do exercício social.
A nova distribuição ocorre em meio à manutenção da forte geração de caixa da companhia, mesmo diante da maior volatilidade no mercado internacional de petróleo provocada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.