A Petrobras aprovou a decisão final de investimentos do projeto SEAP I, na Bacia Sergipe-Alagoas, consolidando o desenvolvimento do Sergipe Águas Profundas como nova fronteira de produção de óleo e gás no país.
A aprovação ocorre após a decisão sobre o módulo SEAP II, realizada em dezembro de 2025. Segundo a companhia, a viabilização dos projetos foi resultado de iniciativas em conjunto com o mercado fornecedor, incluindo otimizações de projeto e revisão de contratos.
Essas medidas permitiram a negociação conjunta das plataformas P-81 e P-87, destinadas aos projetos SEAP I e SEAP II. A estratégia possibilitou ganhos de escala e sinergias, contribuindo para a viabilidade econômica.
A Petrobras informou que as condições alcançadas ampliaram o retorno financeiro dos projetos e permitiram a inclusão do SEAP I na carteira de investimentos em implantação.
A assinatura dos contratos está prevista para maio de 2026, após etapas de governança e aprovação dos parceiros. Com isso, os projetos devem avançar para a fase de execução.
A empresa SBM Offshore será responsável pela construção das plataformas. Juntas, as unidades terão capacidade para produzir até 240 mil barris de óleo por dia e processar 22 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.
O início da produção está previsto para 2030, com exportação de gás a partir de 2031.
O modelo de contratação adotado será o BOT (Build, Operate and Transfer), no qual a empresa contratada executa o projeto, constrói e opera as unidades por um período inicial antes de transferi-las à Petrobras.
Segundo a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da estatal, Renata Baruzzi, o modelo contribuiu para acelerar o início da produção.
Com investimentos superiores a R$ 60 bilhões, os projetos SEAP I e SEAP II preveem a produção de mais de 1 bilhão de barris de óleo equivalente.
O empreendimento inclui ainda a interligação de 32 poços e a construção de um gasoduto de cerca de 134 quilômetros, sendo 111 km no mar e 23 km em terra.
De acordo com a Petrobras, o projeto é considerado estratégico para ampliar a oferta de gás natural e fortalecer a infraestrutura energética, além de abrir nova frente de produção na região Nordeste.
Carlos Augusto
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