O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) registrou alta de 0,40% em março de 2026, elevando o acumulado em 12 meses de 4,05% para 4,78%, segundo dados da FGV IBRE. O resultado confirma a continuidade do movimento de reajustes no mercado de locação, ainda que em ritmo mais moderado do que no fim de 2025, quando o índice chegou a 8,85% .
O desempenho reflete um ambiente macroeconômico ainda marcado por juros elevados, que influenciam tanto a demanda por aluguel quanto a dinâmica de preços no setor imobiliário. A redução recente da taxa básica de juros não foi suficiente, até o momento, para alterar de forma relevante essa trajetória.
Entre as capitais analisadas, o comportamento foi heterogêneo. São Paulo registrou a maior alta mensal, de 1,06%, acumulando o décimo mês consecutivo de avanço. No Rio de Janeiro, houve desaceleração significativa, com alta de 0,06%, após variação de 0,63% no mês anterior. Já Porto Alegre apresentou leve recuo de 0,06%, enquanto Belo Horizonte registrou queda mais intensa, de 0,50% .
Na comparação anual, o Rio de Janeiro liderou a desaceleração, com a taxa em 12 meses recuando de 7,85% para 2,60%. Belo Horizonte seguiu movimento semelhante, passando de 8,15% para 4,78%. Em contrapartida, Porto Alegre e São Paulo apresentaram aceleração, com destaque para a capital gaúcha, cujo índice avançou de 0,82% para 6,40% no período .
O IVAR é calculado com base em dados de contratos efetivos de locação residencial intermediados por empresas do setor, refletindo valores reais pagos pelos inquilinos. O indicador cobre quatro capitais — São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre — e é utilizado como referência para acompanhar a dinâmica do mercado de aluguel no país.
Para o mercado, os dados indicam que, apesar da desaceleração pontual em algumas regiões, o setor ainda opera em trajetória de reajuste. A evolução futura dependerá principalmente do ciclo de juros, da renda das famílias e das condições de oferta e demanda no mercado imobiliário.
Carlos Augusto
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