As regiões Norte e Nordeste continuam registrando os menores níveis de renda do país, apesar de apresentarem alguns dos maiores avanços acumulados desde o período pré-pandemia, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (8).

Em 2025, o rendimento médio mensal habitual do trabalho foi de R$ 2.777 no Norte e de R$ 2.475 no Nordeste, ambos abaixo da média nacional de R$ 3.560. Em contraste, Centro-Oeste (R$ 4.133), Sul (R$ 4.026) e Sudeste (R$ 3.958) concentraram os maiores rendimentos do país.

Mesmo permanecendo na base da distribuição regional, Norte e Centro-Oeste lideraram o crescimento da renda do trabalho desde 2019. O rendimento habitual avançou 19,8% no Norte e 19,5% no Centro-Oeste no período, acima da média nacional.

No rendimento domiciliar per capita, a diferença regional também permanece significativa. Em 2025, o Nordeste registrou renda média de R$ 1.470 por pessoa, enquanto o Norte alcançou R$ 1.558. Os valores seguem distantes dos observados no Sul (R$ 2.734), Centro-Oeste (R$ 2.712) e Sudeste (R$ 2.669).

A proporção da população com algum tipo de rendimento também continua menor nas duas regiões. No Norte, 60,6% dos moradores tinham renda em 2025. No Nordeste, o percentual foi de 64,4%, ambos abaixo da média nacional de 67,2%.

Ao mesmo tempo, Norte e Nordeste concentram a maior participação de beneficiários de programas sociais. Os rendimentos oriundos desses programas alcançavam 13,7% da população no Norte e 15,8% no Nordeste, acima da média nacional de 9,1%.

Os dados mostram que a recuperação da renda no pós-pandemia ocorreu de forma mais acelerada em regiões historicamente mais vulneráveis, mas ainda insuficiente para reduzir de forma significativa a desigualdade regional brasileira.