Os domicílios beneficiados pelo Bolsa Família continuaram apresentando renda significativamente inferior à média nacional em 2025, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (8).
O rendimento médio mensal real domiciliar per capita das famílias atendidas pelo programa foi de R$ 774 no ano passado. O valor corresponde a menos de 30% da renda registrada nos domicílios que não recebiam o benefício, cuja média alcançou R$ 2.682.
Considerando todos os programas sociais do governo — incluindo Bolsa Família, BPC-LOAS e outros benefícios — o rendimento médio per capita dos domicílios beneficiados ficou em R$ 886, enquanto nas residências sem programas sociais atingiu R$ 2.787.
Os dados mostram que os programas de transferência de renda seguem concentrados nas camadas de menor renda da população e mantêm papel relevante na sustentação do consumo básico de famílias vulneráveis.
Em 2025, 9,1% da população brasileira recebia rendimentos provenientes de programas sociais do governo, percentual estável em relação a 2024, mas superior ao observado antes da pandemia.
As regiões Norte e Nordeste concentram a maior participação de beneficiários. No Nordeste, 15,8% da população recebia rendimentos de programas sociais. No Norte, o percentual era de 13,7%.
Apesar da diferença de renda em relação aos domicílios não beneficiados, o valor médio dos programas sociais avançou de forma relevante nos últimos anos. O rendimento médio desses benefícios chegou a R$ 870 em 2025, praticamente estável frente a 2024, mas 71,3% acima do registrado em 2019.
Os dados reforçam o peso das transferências de renda na composição do orçamento das famílias de baixa renda, especialmente em regiões com menor dinamismo econômico e maior informalidade no mercado de trabalho.
Carlos Augusto
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