O Banco Central do Brasil informou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) cresceu 0,6% em fevereiro de 2026 na comparação com janeiro, já com ajuste sazonal. O resultado marca o quinto avanço consecutivo do indicador, consolidando a trajetória de expansão da economia no início do ano.
Com o desempenho, o índice atingiu 110,9 pontos, superando o recorde anterior de 110,5 pontos registrado em abril de 2025 e alcançando o maior nível da série histórica iniciada em 2003.
O resultado veio acima das expectativas do mercado, que projetavam alta de 0,47%, indicando dinamismo maior do que o previsto. O crescimento foi disseminado entre os setores, com destaque para a indústria, que avançou 1,2%, enquanto serviços cresceram 0,3% e a agropecuária, 0,2%.
No acumulado do trimestre encerrado em fevereiro, o IBC-Br registrou expansão de 1,1% em relação ao trimestre anterior. Já no acumulado em 12 meses, o indicador avançou 1,9%, refletindo um ritmo moderado, porém consistente, de crescimento econômico.
O IBC-Br é utilizado como uma proxy mensal do Produto Interno Bruto (PIB), reunindo dados de indústria, comércio, serviços e agropecuária. Apesar de diferenças metodológicas em relação ao cálculo oficial do PIB pelo IBGE, o indicador serve como termômetro relevante da atividade econômica no curto prazo.
Para o mercado, a sequência de resultados positivos reforça a resiliência da economia brasileira, mesmo em um ambiente de juros elevados. Por outro lado, o desempenho mais forte pode influenciar a condução da política monetária, ao reduzir o espaço para cortes mais rápidos na taxa Selic.
Carlos Augusto
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