O mercado financeiro elevou novamente as projeções de inflação e juros para 2026, segundo o relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central do Brasil. A estimativa para o IPCA subiu para 4,80%, ante 4,71% na semana anterior, mantendo a trajetória de deterioração das expectativas inflacionárias.

A revisão também atingiu a taxa básica de juros. A projeção para a Selic em 2026 avançou de 12,50% para 13,00% ao ano, sinalizando expectativa de política monetária mais restritiva por mais tempo. Para 2027, a estimativa também subiu, de 10,50% para 11,00%.

No campo da atividade econômica, houve leve melhora. A projeção de crescimento do PIB para 2026 passou de 1,85% para 1,86%, indicando estabilidade com viés positivo, embora ainda em patamar moderado. Para 2027, a expectativa permaneceu em 1,80%.

Já no câmbio, o mercado revisou para baixo a cotação esperada do dólar. A projeção para 2026 caiu de R$ 5,37 para R$ 5,30, enquanto para 2027 recuou para R$ 5,35, refletindo apreciação marginal do real no cenário projetado.

O conjunto das revisões aponta para um ambiente macroeconômico mais desafiador, com inflação resistente exigindo juros mais elevados, ao mesmo tempo em que o crescimento segue contido. Para investidores, o cenário reforça a atratividade da renda fixa e aumenta a sensibilidade dos ativos de risco à trajetória da política monetária.