O aumento das tensões no Oriente Médio voltou a pressionar os mercados financeiros nesta quarta-feira (8). O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o pregão em queda de 0,79%, aos 170.653,45 pontos, refletindo a maior aversão ao risco diante da escalada do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã.
O movimento ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que as negociações de paz com o Irã estavam encerradas. A declaração veio na sequência de novos ataques militares norte-americanos em resposta a ações contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo.
A intensificação do conflito impulsionou o mercado internacional de petróleo. A commodity encerrou o dia com alta de aproximadamente 5%, diante do receio de que eventuais interrupções no tráfego pelo Estreito de Ormuz comprometam a oferta global da matéria-prima.
No mercado brasileiro, as ações da Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras avançaram acompanhando a valorização do petróleo e ajudaram a reduzir as perdas do Ibovespa. Ainda assim, o índice oscilou entre a máxima de 172.017,56 pontos e a mínima de 169.972,40 pontos, com volume financeiro de R$ 21,7 bilhões.
No mercado de câmbio, o impacto foi mais limitado. O fortalecimento das commodities exportadas pelo Brasil compensou parcialmente o aumento da cautela dos investidores, levando o dólar comercial a recuar 0,11%, encerrando cotado a R$ 5,14.
A nova escalada geopolítica reforça a volatilidade dos mercados internacionais e amplia as preocupações sobre inflação global, especialmente por meio dos preços da energia. Caso as tensões persistam, analistas avaliam que combustíveis, fretes e cadeias de abastecimento podem voltar a pressionar a economia mundial e influenciar as decisões de política monetária de diversos países.
Carlos Augusto
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