A Secretaria do Tesouro Nacional, a B3 e o Banco do Brasil lançam nesta segunda-feira (11) o Tesouro Reserva, novo título público do programa Tesouro Direto voltado à formação de reserva de emergência. O produto terá rendimento indexado à taxa Selic e poderá ser negociado 24 horas por dia, sete dias por semana.
A principal diferença em relação ao Tesouro Selic tradicional é a ausência de marcação a mercado. Na prática, o investidor não sofrerá oscilações no valor do título em momentos de volatilidade dos juros, o que amplia a previsibilidade no resgate.
Inicialmente, o produto estará disponível para a base de cerca de 80 milhões de clientes do Banco do Brasil, primeira instituição habilitada a distribuir o novo papel. Outras instituições financeiras estão em fase de testes para adesão ao sistema.
O Tesouro Reserva foi estruturado para ampliar o acesso de investidores iniciantes ao mercado de renda fixa pública. O investimento mínimo será de R$ 1, com limite mensal de R$ 500 mil por CPF. Os resgates poderão ser realizados a qualquer momento, sem restrição de horário.
As operações ocorrerão pelo aplicativo Investimentos BB, com movimentação via Pix. Segundo o Tesouro Nacional, o objetivo é simplificar a experiência de investimento e aproximar os títulos públicos da rotina financeira dos brasileiros.
O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, afirmou que o novo título busca atender a uma demanda por aplicações de curto prazo com liquidez imediata e baixo risco. Já a B3 destacou o potencial do produto para ampliar a base de investidores pessoas físicas no país.
O lançamento ocorre em um cenário de juros elevados, com a Selic em 14,5% ao ano, o que aumenta a atratividade de aplicações conservadoras indexadas à taxa básica.
O Tesouro Reserva seguirá as mesmas regras tributárias dos demais títulos do Tesouro Direto. Haverá cobrança de Imposto de Renda apenas sobre os rendimentos, com alíquotas regressivas conforme o prazo da aplicação. Também poderá incidir IOF em resgates realizados em menos de 30 dias.
A criação do novo título faz parte da estratégia do Tesouro Nacional de ampliar a digitalização e a popularização dos investimentos públicos, em meio ao avanço da bancarização digital e do uso do Pix no sistema financeiro brasileiro.
Carlos Augusto
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