O Ibovespa iniciou maio em queda de 0,92%, aos 185.600,12 pontos, no pregão desta segunda-feira (4), refletindo o aumento da aversão ao risco no cenário internacional. A tensão no Estreito de Ormuz, após novas movimentações militares envolvendo Estados Unidos e Irã, pressionou os mercados globais e impulsionou o preço do petróleo.

O índice oscilou entre 187.666 pontos na máxima e 185.537 pontos na mínima do dia, com volume financeiro de R$ 26,5 bilhões na B3.

A movimentação foi influenciada por relatos de envio de destróieres norte-americanos ao Golfo Pérsico para garantir a navegação na região, considerada estratégica para o fluxo global de petróleo. O Irã, por sua vez, afirmou ter reagido à presença militar, elevando a incerteza geopolítica.

No mercado doméstico, o ambiente também foi impactado pela deterioração das expectativas de inflação. O boletim Focus elevou pela oitava semana consecutiva a projeção para o IPCA de 2026, agora em 4,89%, aproximando-se do teto da meta.

No câmbio, o dólar comercial avançou 0,32%, encerrando o dia cotado a R$ 4,96, acompanhando o movimento global de busca por ativos mais seguros.

A sessão também marcou o início da nova carteira do Ibovespa, que passou a contar com 79 ativos de 76 empresas, com ajustes na composição após o rebalanceamento periódico.

O cenário combina pressão externa — com commodities em alta e maior volatilidade — e desafios internos, como inflação persistente, mantendo o mercado em postura mais defensiva no início do mês.