O Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) aprovou, em sua 63ª Reunião Ordinária, uma carteira com 15 projetos voltados à construção, modernização e reparação de embarcações, além de investimentos em infraestrutura portuária. Os empreendimentos abrangem os estados do Amazonas, Pará, Amapá, Tocantins, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

Entre os principais projetos aprovados está a implantação do Terminal de Uso Privado (TUP) Porto Sul, em Ilhéus (BA), pela Bahia Mineração (Bamin). O empreendimento integra a logística do Projeto Pedra de Ferro e da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), ampliando a capacidade de escoamento da produção mineral.

A carteira também contempla a proposta da Petrobras para a construção de cinco navios gaseiros destinados ao transporte marítimo de gás liquefeito de petróleo (GLP), reforçando a frota nacional voltada ao abastecimento energético.

Na área de defesa, foi aprovada a construção de três Navios-Patrulha de 500 toneladas (NPa500BR) pela Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), iniciativa destinada ao fortalecimento da indústria naval e da capacidade operacional da Marinha.

Os investimentos incluem ainda a construção de 12 barcaças graneleiras para o corredor logístico do Arco Norte, novas embarcações para a travessia no Rio Araguaia, projetos de manutenção e reparo naval e a expansão de um terminal de granéis agrícolas no Porto de Paranaguá (PR).

O Fundo da Marinha Mercante é o principal instrumento de financiamento para projetos de construção, reparação e modernização de embarcações, além de iniciativas voltadas à infraestrutura aquaviária. Após a aprovação pelo CDFMM, os empreendimentos terão prazo de até 450 dias para formalizar os contratos de financiamento com os agentes financeiros, período que poderá ser prorrogado por até 180 dias, totalizando 630 dias.

A próxima reunião ordinária do Conselho está prevista para 24 de setembro, e novas propostas poderão ser apresentadas até 27 de julho.