O Ibovespa fechou no recorde, mas o dia passou longe de qualquer euforia exagerada. Foi um avanço mais contido, quase decidido em silêncio. Como se o mercado apenas seguisse em frente.
A semana começou sob tensão, com o mundo atento ao Oriente Médio. Terminou em outro tom. A trégua entre Estados Unidos e Irã não resolveu o cenário, mas trouxe algum respiro. E isso bastou.
Com menos pressão, o dinheiro voltou a circular com mais naturalidade.
Nesse ambiente, o Brasil entra no radar quase automaticamente. Não por estar redondo, mas por ainda oferecer preço. A inflação subiu, incomodou, mas ficou em segundo plano. A bolsa avançou mesmo assim.
O mercado fez uma escolha clara: priorizou o cenário externo e seguiu adiante.
Também há um fator silencioso, mas decisivo. O fluxo estrangeiro voltou. Quando esse capital entra, ele altera o ritmo. O dólar recua, os ativos ganham força e o ambiente melhora, mesmo sem grandes mudanças internas.
É um movimento que funciona enquanto há confiança mínima no cenário global.
Se o ambiente externo voltar a tensionar, ou se a inflação deixar de ser apenas um sinal de alerta, a dinâmica muda. E costuma mudar rápido.
Por ora, não há entusiasmo excessivo com o Brasil.
Mas há disposição para permanecer.
Carlos Augusto
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