O rendimento médio mensal real de todas as fontes da população brasileira atingiu R$ 3.367 em 2025, maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada em 2012. O valor representa crescimento de 5,4% em relação a 2024 e consolida o quarto ano consecutivo de expansão da renda no país, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo IBGE.
Na comparação com o período pré-pandemia, o avanço acumulado chega a 8,6% frente a 2019. Em relação ao início da série histórica, o rendimento médio cresceu 12,8%.
O movimento foi impulsionado principalmente pela recuperação do mercado de trabalho, aumento da massa salarial e avanço do rendimento médio do trabalho. Em 2025, o rendimento médio mensal habitual de todos os trabalhos alcançou R$ 3.560, também recorde da série, com alta de 5,7% em um ano.
A massa de rendimento mensal real de todos os trabalhos somou R$ 361,7 bilhões, crescimento de 7,5% em relação a 2024 e de 23,5% frente a 2019. O resultado reflete tanto o aumento dos salários quanto a expansão da população ocupada com rendimento, que chegou a 101,6 milhões de pessoas.
Os dados mostram ainda ampliação da população com alguma fonte de renda. Em 2025, 67,2% dos brasileiros tinham rendimento proveniente de trabalho, aposentadoria, programas sociais ou outras fontes, equivalente a 143 milhões de pessoas — maior percentual da série histórica.
Apesar do avanço disseminado, permanecem diferenças regionais relevantes. As regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste registraram os maiores níveis de renda média, enquanto Norte e Nordeste seguem com os menores rendimentos do país.
O desempenho da renda das famílias tende a sustentar o consumo e parte da atividade econômica em 2026, mesmo em um ambiente de juros elevados e inflação ainda acima da meta do Banco Central.
Carlos Augusto
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