O Magazine Luiza encerrou o segundo trimestre de 2026 com resultados mistos. Enquanto as vendas nas lojas físicas avançaram 10,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, impulsionando ganhos de participação de mercado, a companhia voltou a registrar prejuízo líquido em meio ao recuo das vendas no comércio eletrônico e ao aumento das despesas financeiras.

Entre abril e junho, as vendas totais do ecossistema da empresa somaram R$ 14,5 bilhões, queda de 5,1% em relação ao segundo trimestre de 2025. A receita líquida recuou 2,6%, para R$ 8,9 bilhões, enquanto o lucro bruto caiu 2,5%, totalizando R$ 2,7 bilhões. Apesar disso, a margem bruta permaneceu praticamente estável, em 30,6%.

O desempenho das lojas físicas foi o principal destaque do período. As vendas no canal cresceram 10,3%, com avanço de 9,7% nas unidades comparáveis. Já o comércio eletrônico seguiu pressionado: as vendas totais online recuaram 11,9%, refletindo a estratégia da empresa de priorizar a rentabilidade em vez do crescimento do volume de vendas.

O EBITDA ajustado atingiu R$ 708,8 milhões, praticamente estável na comparação anual, mantendo margem de 8%. Segundo a companhia, o resultado foi sustentado pelo desempenho das lojas físicas, pelo controle das despesas operacionais e pela contribuição das operações financeiras da Luizacred e da Magalupay.

Mesmo com a estabilidade operacional, o resultado final permaneceu negativo. O Magazine Luiza registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 50,4 milhões e prejuízo líquido contábil de R$ 72,5 milhões no trimestre. A empresa atribui parte da pressão ao aumento das despesas financeiras, que cresceram 15,5% na comparação anual, influenciadas pela antecipação de recebíveis utilizada para financiar compras realizadas no início do ano.

No semestre, o prejuízo líquido ajustado acumulado alcançou R$ 84,3 milhões. Ainda assim, a empresa encerrou junho com posição de caixa de R$ 5,8 bilhões e geração operacional de caixa de R$ 258,8 milhões no trimestre, preservando uma estrutura de capital considerada sólida.

Para o segundo semestre, o Magazine Luiza aposta na expansão das vendas por canais de terceiros, na ampliação das lojas físicas, no crescimento das plataformas de serviços e em iniciativas baseadas em inteligência artificial para impulsionar receitas e rentabilidade.