Uma operação da Polícia Federal realizada nesta terça-feira (11) acendeu um alerta entre entidades que representam jornalistas.
O Sindjor-MA e a FENAJ manifestaram preocupação após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizar mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário Raimundo Cutrim, em uma investigação que envolve o jornalista maranhense Luís Pablo.
A preocupação das entidades está no material que pode ter sido acessado durante a investigação. Segundo elas, equipamentos e comunicações relacionados ao trabalho jornalístico podem conter informações capazes de revelar fontes do jornalista.
Agora, as duas entidades querem explicações.
Sindjor-MA e FENAJ pedem esclarecimentos sobre os critérios usados para permitir o acesso às comunicações de Luís Pablo e querem garantias de que outros informantes não serão identificados ou perseguidos a partir do material apreendido.
As entidades também cobram a preservação dos equipamentos jornalísticos protegidos por sigilo.
Na manifestação, Sindjor-MA e FENAJ lembram que o sigilo da fonte é garantido pela Constituição Federal e defendem que essa proteção seja preservada em investigações envolvendo profissionais da imprensa.
Carlos Augusto
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