A B3 registrou lucro líquido de R$ 1,7 bilhão no segundo trimestre de 2026, crescimento de 28,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita total alcançou R$ 3,08 bilhões, avanço de 12,2% na comparação anual.

Em termos recorrentes, que desconsideram determinados efeitos não recorrentes, o lucro líquido ficou em R$ 1,38 bilhão, alta de 8%. O lucro recorrente por ação chegou a R$ 0,28, crescimento de 12,3%.

O EBITDA recorrente, indicador utilizado para acompanhar a geração operacional de resultado, somou R$ 1,94 bilhão, aumento de 13% sobre o segundo trimestre de 2025. A margem EBITDA recorrente passou de 69,7% para 70,2%.

O desempenho foi sustentado pelo crescimento das receitas em diferentes áreas da B3. As receitas pró-cíclicas, mais relacionadas ao nível de atividade do mercado, avançaram 7,9%, enquanto as receitas recorrentes cresceram 17,3%.

No mercado de renda variável, o volume financeiro médio negociado por dia atingiu R$ 31,3 bilhões, alta de 20,1% em um ano. O volume com ações cresceu 21,2%, enquanto BDRs avançaram 41,8% e fundos listados tiveram expansão de 73,6%. Os ETFs, por outro lado, registraram queda de 4,4%.

A receita de renda variável aumentou 22,5%, para R$ 692,3 milhões. Em renda fixa e crédito, a receita chegou a R$ 385,5 milhões, crescimento de 17,2%. Soluções para Mercado de Capitais avançou 25,8%, para R$ 201 milhões, enquanto Tecnologia e Plataformas registrou R$ 526,8 milhões, alta de 15,7%.

As ofertas públicas movimentaram R$ 11,6 bilhões no trimestre. O montante inclui R$ 3 bilhões provenientes de um IPO — o primeiro realizado em cinco anos — e R$ 8,6 bilhões em ofertas subsequentes de ações, os chamados follow-ons.

Já em derivativos, o volume médio diário caiu 8,3%, para 11,1 milhões de contratos. Segundo a B3, a redução foi influenciada principalmente pelo menor volume negociado em criptoativos. A receita de derivativos recuou 1,3%, para R$ 881,5 milhões.

As despesas da companhia somaram R$ 975,6 milhões, crescimento de 15,5%. Considerando as despesas ajustadas, a alta foi de 6,2%, para R$ 611,2 milhões.

No trimestre, a B3 também exerceu a opção de venda de sua participação de 37,5% na Dimensa por R$ 665 milhões. A operação gerou efeito positivo não recorrente de R$ 123,9 milhões no resultado do período.

A companhia informou ainda distribuições de R$ 1,3 bilhão aos acionistas no segundo trimestre, considerando R$ 1,1 bilhão em juros sobre capital próprio (JCP) e R$ 196,9 milhões em recompras de ações.