O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu R$ 19,5 bilhões em pedidos de crédito na segunda etapa do Plano Brasil Soberano, programa voltado ao financiamento de empresas estratégicas para a economia brasileira. O valor representa quase a totalidade do orçamento de R$ 21 bilhões previsto para essa fase da iniciativa.
Segundo o banco, R$ 7,5 bilhões dos projetos protocolados destinam-se à ampliação e adaptação da capacidade produtiva e à inovação tecnológica em processos e serviços, com destaque para os setores de saúde, fertilizantes, minerais críticos e indústria química.
Outros R$ 4,7 bilhões foram solicitados para capital de giro voltado à produção para exportação, enquanto R$ 1,2 bilhão será destinado à aquisição de bens de capital. Ao todo, foram apresentados 677 projetos, dos quais 313 pertencem a micro, pequenas e médias empresas.
A segunda etapa do Plano Brasil Soberano conta com orçamento de R$ 21 bilhões, sendo R$ 15 bilhões provenientes do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e R$ 6 bilhões de recursos próprios do BNDES.
Segundo o presidente do banco, Aloizio Mercadante, os projetos reforçam os investimentos em setores considerados estratégicos para ampliar a capacidade produtiva e estimular a inovação.
Até o momento, o BNDES já aprovou R$ 10,6 bilhões em financiamentos para empresas dos setores de alimentos, metalurgia, automotivo, máquinas e equipamentos elétricos, químico, farmacêutico, agropecuário e madeira, entre outros.
Nova etapa terá R$ 18,5 bilhões
Na quarta-feira (22), o governo federal anunciou a terceira etapa do Plano Brasil Soberano, que contará com R$ 18,5 bilhões em novas linhas de financiamento.
Pelas regras do programa, poderão acessar os recursos três grupos de empresas:
exportadores de bens industriais e fornecedores afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos com base na Seção 232, incluindo setores como aço, cobre, alumínio, automotivo e moveleiro;
empresas de setores industriais de média, média-alta e alta intensidade tecnológica, além de segmentos estratégicos para a transição para uma economia de baixo carbono, como químico, farmacêutico, têxtil, automotivo, máquinas, eletrônicos, borracha, plástico e minerais críticos;
exportadores de bens industriais e seus fornecedores com atuação em países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Irã, Iraque, Kuwait, Bahrein e Omã.
Carlos Augusto
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