Os preços da indústria nacional recuaram 0,25% em fevereiro na comparação com janeiro, segundo o Índice de Preços ao Produtor (IPP) divulgado pelo IBGE nesta segunda-feira (31).
O resultado interrompe dois meses consecutivos de alta e foi influenciado principalmente pelo setor de alimentos, que registrou queda de 0,87% e respondeu pela maior pressão negativa sobre o índice.
No acumulado do ano, o indicador mostra leve alta de 0,07%. Em 12 meses, porém, há queda de 4,47%, sinalizando alívio de custos na indústria.
A retração foi relativamente disseminada, com queda de preços em 13 das 24 atividades pesquisadas. O setor de alimentos, que tem maior peso na composição do índice, acumula dez meses seguidos de recuo e já registra queda de 10% no acumulado anual.
A redução nos preços do açúcar foi um dos principais fatores por trás do resultado, refletindo tanto o cenário internacional quanto maior competição e descontos no mercado interno.
Por outro lado, segmentos como metalurgia e materiais elétricos registraram alta, influenciados pela valorização de commodities como ouro e cobre, em meio à demanda global aquecida.
Entre as grandes categorias econômicas, os bens intermediários tiveram maior impacto na queda, refletindo a redução de custos ao longo da cadeia produtiva.
O IPP mede os preços na porta de fábrica, sem impostos e fretes, sendo um indicador antecedente da inflação ao consumidor.
O resultado indica um ambiente de custos mais comportados na indústria, mas também reforça sinais de demanda ainda moderada, o que pode limitar repasses de preços nos próximos meses.
Carlos Augusto
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