A Petrobras encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 110,1 bilhões (US$ 19,6 bilhões), resultado 200% superior ao registrado em 2024, quando a companhia havia lucrado R$ 36,6 bilhões. O desempenho ocorreu mesmo em um cenário desafiador para o setor, marcado por queda de 14% no preço do petróleo Brent ao longo do ano.
Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento da produção de petróleo e gás. A produção total alcançou 3 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), crescimento de 11% na comparação anual. O avanço na produção ajudou a compensar o impacto da queda nas cotações internacionais do petróleo.
Com o aumento da atividade operacional, o fluxo de caixa gerado pelas operações atingiu R$ 200 bilhões (US$ 36 bilhões). A companhia também investiu R$ 112,9 bilhões (US$ 20,3 bilhões) ao longo do ano, principalmente em projetos de exploração e produção.
A estatal destacou ainda o volume de recursos transferidos aos cofres públicos. Em 2025, foram pagos R$ 277,6 bilhões em tributos, participações especiais e royalties à União, estados e municípios.
O desempenho operacional foi influenciado pela entrada em operação e aumento de capacidade de diversas plataformas, como os FPSOs Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias, além do avanço gradual de produção em unidades como Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Anna Nery e Alexandre de Gusmão. A empresa também registrou recorde nas exportações de petróleo, que chegaram a 765 mil barris por dia no ano.
Desconsiderando efeitos extraordinários, como a variação cambial provocada pela valorização do real frente ao dólar, o lucro líquido ajustado foi de R$ 100,9 bilhões (US$ 18,1 bilhões). Já o EBITDA ajustado alcançou R$ 244,3 bilhões (US$ 43,8 bilhões), favorecido pelo aumento da produção e pela redução de despesas operacionais.
Ao final de 2025, a dívida bruta da Petrobras somava US$ 69,8 bilhões. O aumento do indicador foi influenciado pela inclusão de contratos de afretamento de plataformas na contabilidade da companhia, conforme normas contábeis. Entre as unidades incorporadas estão os FPSOs Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, e Alexandre de Gusmão, no campo de Mero.
Carlos Augusto
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