As expectativas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia brasileira sofreram novas revisões, segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central do Brasil. O relatório reúne semanalmente projeções de bancos, consultorias e instituições financeiras para variáveis como inflação, crescimento econômico, câmbio e taxa de juros.
Para 2026, a mediana das projeções para o IPCA, índice oficial de inflação do país, subiu para 4,10%, ante 3,91% estimados na semana anterior e 3,95% projetados quatro semanas atrás. O movimento indica deterioração nas expectativas para a trajetória dos preços ao longo do ano.
A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) também foi revisada levemente para cima. A estimativa de crescimento da economia brasileira passou de 1,82% para 1,83% em 2026. Há quatro semanas, a projeção estava em 1,80%.
No mercado de câmbio, a expectativa para o dólar apresentou pequena queda. A previsão passou de R$ 5,41 para R$ 5,40 no fim de 2026, mantendo a tendência de leve apreciação do real em relação às estimativas anteriores, quando o mercado projetava R$ 5,50 há quatro semanas.
Já a projeção para a taxa Selic voltou a subir. O mercado agora espera que os juros básicos terminem 2026 em 12,25% ao ano, acima dos 12,13% previstos na semana anterior e próximos do patamar projetado há quatro semanas, também de 12,25%.
Para 2027, as estimativas permanecem estáveis: o mercado projeta inflação de 3,80%, crescimento do PIB de 1,80%, dólar a R$ 5,47 e taxa Selic em 10,50% ao ano.
Já para 2028, a expectativa é de IPCA em 3,50%, PIB de 2,00%, câmbio em R$ 5,50 e Selic em 10,00%. Para 2029, as projeções indicam inflação também de 3,50%, crescimento de 2,00%, dólar a R$ 5,51 e **juros básicos em 9,50% ao ano.
O Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central e funciona como um termômetro das expectativas do mercado financeiro sobre o desempenho da economia brasileira nos próximos anos.
Carlos Augusto
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