As projeções do mercado financeiro para 2026 voltaram a subir, com destaque para a inflação e os juros, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central do Brasil.

A estimativa para o IPCA avançou para 4,17%, acima da leitura anterior, reforçando a percepção de inflação ainda pressionada e distante do centro da meta. Ao mesmo tempo, a projeção para a taxa Selic subiu para 12,50% ao ano, indicando expectativa de juros elevados por mais tempo.

No caso da atividade econômica, a previsão para o crescimento do PIB em 2026 teve leve alta, passando para 1,84%, sinalizando uma economia ainda resiliente, mas com expansão moderada.

Já o câmbio permaneceu estável, com expectativa de dólar a R$ 5,40 ao fim de 2026.

Para os anos seguintes, o cenário mostra alguma estabilização. A inflação projetada para 2027 segue em 3,80%, enquanto a Selic é estimada em 10,50%. O crescimento econômico também permanece próximo de 1,8%.

Os dados refletem um ambiente de incerteza elevado, influenciado por tensões geopolíticas e pressões sobre commodities, que impactam as expectativas inflacionárias e dificultam a convergência dos preços à meta.

Para investidores, o cenário sugere manutenção de juros elevados no curto prazo, com implicações para renda fixa, crédito e valorização de ativos de risco.