A produção industrial brasileira avançou 0,7% em abril de 2026 na comparação com março, já descontados os efeitos sazonais, marcando o quarto mês consecutivo de crescimento. Com o resultado, a indústria acumula expansão de 4,4% no ano e opera 4,7% acima do nível pré-pandemia, embora ainda esteja 12,9% abaixo do pico histórico registrado em maio de 2011.

Na comparação com abril de 2025, a atividade industrial cresceu 2,7%. No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o avanço é de 1,7%, enquanto o indicador de 12 meses registrou alta de 0,7%.

O desempenho mensal foi sustentado principalmente pelas indústrias extrativas e pelo segmento de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, ambos com crescimento de 3,1% e expansão pelo quinto mês consecutivo. A produção de petróleo, gás natural, minério de ferro, óleo diesel e etanol esteve entre os principais motores do resultado.

Outros setores que contribuíram positivamente para o avanço da indústria foram produtos de madeira (8,5%), têxteis (4,1%), borracha e plástico (3,1%) e máquinas e materiais elétricos (2,2%).

Por outro lado, produtos químicos (-3,9%), farmacêuticos (-6,0%), máquinas e equipamentos (-2,9%), veículos (-0,7%) e metalurgia (-1,0%) registraram retração na passagem de março para abril.

Entre as grandes categorias econômicas, os bens intermediários cresceram 1,5%, enquanto os bens de capital avançaram 0,1%. Já os segmentos de bens de consumo duráveis (-3,2%) e bens de consumo semi e não duráveis (-0,2%) interromperam três meses consecutivos de expansão.

Na comparação anual, os destaques positivos ficaram com derivados de petróleo e biocombustíveis (13,3%), indústrias extrativas (10,6%) e alimentos (3,2%). Em sentido contrário, máquinas e equipamentos (-7,0%) e produtos químicos (-4,5%) lideraram as quedas.

O resultado reforça a trajetória de recuperação gradual da atividade industrial em 2026, embora o desempenho permaneça concentrado em setores ligados a commodities e energia, enquanto segmentos mais dependentes do investimento e do consumo de bens duráveis ainda enfrentam dificuldades para sustentar um crescimento mais consistente.