O custo da cesta básica aumentou em 14 das 27 capitais pesquisadas em fevereiro, segundo levantamento do Dieese em parceria com a Conab. As maiores altas no mês foram registradas em Natal (3,52%), João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%) e Vitória (1,79%). Em outras 13 capitais, houve queda no valor do conjunto de alimentos básicos.
São Paulo voltou a registrar a cesta mais cara do país, com custo de R$ 852,87. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77). Entre as capitais do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69), Maceió (R$ 603,92) e Recife (R$ 611,98).
No acumulado do ano, entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, 25 capitais tiveram aumento no custo da cesta. As maiores altas ocorreram no Rio de Janeiro (4,41%), em Aracaju (4,34%) e em Vitória (3,98%). Florianópolis (-0,47%) e Brasília (-0,30%) foram as únicas capitais com recuo no período.
Na comparação com fevereiro de 2025, considerando apenas as 17 capitais com série histórica completa, os preços subiram em cinco cidades e caíram em 12. As maiores altas foram registradas em Porto Alegre (2,22%), Rio de Janeiro (1,48%) e Vitória (1,43%). Entre as quedas, o destaque ficou com Brasília (-7,80%) e Natal (-4,89%).
Com base no custo da cesta mais cara, a de São Paulo, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.164,94 em fevereiro. O valor corresponde a 4,42 vezes o salário mínimo oficial, de R$ 1.621. Em janeiro, o mínimo ideal estimado era de R$ 7.177,57.
O tempo médio de trabalho necessário para comprar os produtos da cesta básica nas 27 capitais foi de 93 horas e 53 minutos em fevereiro, levemente acima das 93 horas e 47 minutos registradas em janeiro. Na média, o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu 46,13% da renda líquida para adquirir os alimentos básicos.
Entre os produtos, o feijão foi o item com maior pressão de alta no mês, com aumento em 26 capitais. O óleo de soja caiu em 26 cidades, enquanto o açúcar recuou em 20. O café em pó ficou mais barato em 21 capitais, e o arroz apresentou queda em 16. Já a carne bovina de primeira subiu em 20 capitais, refletindo menor oferta de animais para abate e exportações aquecidas.
No recorte regional, Aracaju teve alta mensal de 1,85% e permaneceu com a cesta mais barata entre as capitais do Norte e Nordeste, a R$ 562,88. Belém teve leve avanço de 0,08%, com cesta a R$ 674,12. Belo Horizonte recuou 0,14%, para R$ 736,86. Brasília caiu 1,92%, para R$ 712,06, enquanto Fortaleza teve baixa de 0,15%, com cesta a R$ 692,99. Manaus registrou uma das maiores quedas do mês, de 2,94%, com custo de R$ 628,90.
O levantamento indica que, embora tenha havido alívio em parte das capitais, o custo dos alimentos básicos segue pressionando o orçamento das famílias, sobretudo nas regiões metropolitanas com cestas acima de R$ 700.
Carlos Augusto
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