O abate de bovinos no Brasil alcançou um novo recorde em 2025, com 42,94 milhões de cabeças, alta de 8,2% em relação ao ano anterior. O volume representa o maior já registrado na série histórica do IBGE, superando inclusive o resultado de 2024.
O avanço foi sustentado principalmente pelo aumento da participação de fêmeas no abate, que atingiu 46,8%, além da forte demanda interna e do desempenho das exportações. Em algumas regiões, o abate de fêmeas chegou a superar o de machos ao longo do ano.
O crescimento foi disseminado pelo país, com alta em 25 das 27 unidades da federação, com destaque para estados como São Paulo, Pará e Rondônia.
O bom desempenho não ficou restrito aos bovinos. O abate de suínos também atingiu recorde, somando 60,69 milhões de cabeças, avanço de 4,3%, enquanto o de frangos chegou a 6,69 bilhões de aves, alta de 3,1% — ambos os maiores níveis da série histórica.
Além disso, outros segmentos do setor agropecuário também registraram resultados inéditos. A produção de ovos chegou a 4,95 bilhões de dúzias, crescimento de 5,7%, enquanto a captação de leite atingiu 27,51 bilhões de litros, alta de 8,5%, o maior volume já registrado.
Mesmo com o aumento da oferta, o setor manteve preços firmes em algumas cadeias, especialmente impulsionado pelas exportações e pela redução de custos com ração, favorecida pela supersafra de grãos.
Os dados reforçam o papel do agronegócio como um dos principais motores da economia brasileira, com crescimento consistente e recordes em diferentes frentes de produção ao longo de 2025.
Carlos Augusto
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