O salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.164,94 em fevereiro de 2026, segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O valor corresponde a 4,42 vezes o salário mínimo oficial, atualmente fixado em R$ 1.621.

O cálculo considera o custo da cesta básica mais cara do país no mês, registrada em São Paulo, onde o conjunto de alimentos essenciais chegou a R$ 852,87. A metodologia leva em conta a determinação constitucional de que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir despesas de uma família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Em comparação com janeiro, quando o salário mínimo ideal estimado foi de R$ 7.177,57, houve uma leve redução no valor necessário. Já em fevereiro de 2025, o mínimo considerado adequado pelo Dieese era de R$ 7.229,32, o equivalente a 4,76 vezes o salário mínimo vigente naquele período, de R$ 1.518.

O levantamento também mostra o peso dos alimentos no orçamento das famílias. Em fevereiro, um trabalhador que recebe o piso nacional precisou comprometer 46,13% da renda líquida apenas para comprar os itens da cesta básica nas 27 capitais pesquisadas.

Além disso, o tempo médio de trabalho necessário para adquirir os produtos essenciais foi de 93 horas e 53 minutos, ligeiramente acima do registrado em janeiro. Apesar de inferior ao observado um ano antes, o indicador ainda revela o impacto significativo do custo da alimentação sobre o poder de compra da população.