Fortaleza registrou queda de 0,15% no custo da cesta básica em fevereiro, na comparação com janeiro, segundo levantamento do Dieese em parceria com a Conab. Com o recuo, o conjunto de alimentos passou a custar R$ 692,99 na capital cearense.

Mesmo com a leve baixa no mês, o custo da cesta em Fortaleza ainda representa 46,22% do salário mínimo líquido. Pelos cálculos do levantamento, um trabalhador remunerado pelo piso nacional de R$ 1.621 precisou trabalhar 94 horas e 3 minutos para comprar os itens básicos de alimentação em fevereiro.

Na comparação com fevereiro de 2025, a cesta em Fortaleza acumulou queda de 2,49%. Já no acumulado de 2026, entre dezembro e fevereiro, houve alta de 2,36%, mostrando que o alívio pontual do mês não reverteu totalmente a pressão observada no início do ano.

Entre os produtos pesquisados, sete tiveram queda de preço entre janeiro e fevereiro. Os principais recuos foram observados no tomate, com baixa de 3,91%, no óleo de soja, com 3,45%, no leite integral, com 2,73%, e na banana, com 2,04%. Também ficaram mais baratos arroz agulhinha, café em pó e açúcar cristal.

Por outro lado, cinco itens ficaram mais caros no mês e limitaram uma queda maior da cesta. O destaque foi o feijão carioca, que subiu 12,85%. Também avançaram farinha de mandioca, pão francês, manteiga e carne bovina de primeira.

No recorte de 12 meses, o café em pó teve a maior alta em Fortaleza, com avanço de 10,70%, seguido pela banana, com 8,55%. Já entre as maiores quedas no período aparecem o arroz agulhinha, com recuo de 36,48%, o tomate, com 14,89%, e o açúcar cristal, com 12,16%.

No ranking nacional de fevereiro, Fortaleza aparece abaixo de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis em custo da cesta, mas ainda em patamar elevado para o orçamento das famílias, especialmente em um cenário de pressão sobre itens essenciais e renda apertada.