O mercado financeiro elevou a projeção de inflação para 2026, segundo o relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central do Brasil. A estimativa para o IPCA subiu para 4,71%, ante 4,36% na semana anterior e 4,10% há quatro semanas, sinalizando deterioração das expectativas inflacionárias no curto prazo.

O avanço das projeções também se estende ao horizonte de 2027, cuja estimativa foi revisada para 3,91%, acima dos 3,85% anteriores. O movimento reforça a percepção de inflação mais persistente, o que tende a influenciar a condução da política monetária.

No cenário de atividade econômica, as expectativas permanecem estáveis. O mercado projeta crescimento do PIB de 1,85% em 2026 e de 1,80% em 2027, indicando expansão moderada e sem aceleração relevante no curto prazo.

No câmbio, houve leve apreciação do real. A projeção para 2026 recuou para R$ 5,37 por dólar, frente aos R$ 5,40 da semana anterior. Para os anos seguintes, as estimativas seguem relativamente estáveis.

A taxa Selic continua inalterada nas projeções. O mercado mantém a expectativa de juros em 12,50% ao ano em 2026 e 10,50% em 2027, refletindo cautela diante da inflação ainda acima da meta.

O conjunto de dados aponta para um cenário de juros elevados por mais tempo, com inflação resistente e crescimento moderado. Para investidores, o ambiente segue favorável à renda fixa, enquanto a renda variável permanece condicionada à trajetória futura da política monetária.