A arrecadação da Previdência Social somou R$ 63,45 bilhões em janeiro, com crescimento real de 5,48% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo a Receita Federal do Brasil, o resultado foi impulsionado pelo aumento de 3,49% na massa salarial e pela expansão de 7,46% na arrecadação do Simples Nacional.

As contribuições destinadas ao financiamento da seguridade social também apresentaram desempenho positivo. A Cofins e o PIS totalizaram R$ 56 bilhões no mês, com alta real de 4,35% frente a janeiro de 2025. De acordo com o Fisco, o crescimento reflete o maior volume de vendas no comércio e no setor de serviços.

Apostas online disparam

A tributação sobre apostas esportivas e jogos online gerou R$ 1,5 bilhão em janeiro, contra apenas R$ 55 milhões no mesmo período do ano passado. O avanço de 2.642% está relacionado à regulamentação do setor e à ampliação da cobrança sobre as chamadas “bets”.

Parte das alterações aprovadas no fim de 2025 ainda não impactou totalmente os cofres públicos devido ao prazo de noventena — período de 90 dias que deve ser respeitado entre a mudança de alíquota e o início da cobrança.

Queda em tributos sobre importação

Em contrapartida, impostos vinculados ao comércio exterior registraram recuo. As receitas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação caíram 14,74% em termos reais na comparação anual. A Receita atribui o resultado à redução do volume de importações em dólar e à queda da taxa de câmbio frente ao mesmo mês de 2025.

Impacto na meta fiscal

O desempenho das receitas em janeiro reforça o caixa do governo no começo do ano e contribui para a meta fiscal de 2026, que prevê superávit primário de R$ 34,3 bilhões, excluindo precatórios e despesas fora do arcabouço fiscal.

Pelas regras atuais, há uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Com isso, o governo poderá registrar resultado primário entre zero e superávit de até R$ 68,6 bilhões dentro dos limites permitidos.