A WEG encerrou o quarto trimestre de 2025 com Receita Operacional Líquida (ROL) de R$ 10,25 bilhões, queda de 5,3% na comparação com o mesmo período de 2024 e estabilidade frente ao terceiro trimestre (-0,2%). Apesar do recuo na receita, a companhia apresentou melhora nas margens operacionais e manteve um elevado retorno sobre o capital investido (ROIC) de 32,5% .

O EBITDA somou R$ 2,29 bilhões no trimestre, recuo de 4% em base anual e avanço de 0,7% frente ao 3T25. A margem EBITDA atingiu 22,4%, alta de 0,3 ponto percentual na comparação anual. Já o lucro líquido foi de R$ 1,59 bilhão, queda de 6,3% em relação ao 4T24, com margem líquida de 15,5% .

No mercado interno, a receita caiu 12,2% ante o 4T24, impactada principalmente pela menor demanda em projetos de geração solar centralizada e pela ausência de entregas relevantes no segmento eólico. No exterior, a receita em reais recuou 0,5%, pressionada pela valorização do real, mas apresentou crescimento de 7,8% quando medida em dólares.

A margem bruta avançou para 34%, alta de 0,6 ponto percentual na comparação anual, beneficiada por mix de produtos mais favorável, ganhos de eficiência operacional e maior produtividade nas unidades no exterior, mesmo diante da alta nos custos de matérias-primas, especialmente o cobre .

No acumulado de 2025, a receita líquida totalizou R$ 40,8 bilhões, crescimento de 7,4% sobre 2024. O lucro líquido no ano foi de R$ 6,38 bilhões, avanço de 5,5%, enquanto o EBITDA somou R$ 9 bilhões, alta de 5,8% .

A companhia investiu R$ 814,3 milhões no quarto trimestre e R$ 1,4 bilhão em pesquisa, desenvolvimento e inovação ao longo de 2025. Ao final de dezembro, a WEG registrava caixa líquido de R$ 2,65 bilhões .

A administração proporá a distribuição de R$ 3,82 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio referentes ao exercício de 2025, equivalentes a 59,8% do lucro líquido do ano .