O Vinci Shopping Centers FII (B3: VISC11) informou que concluiu a ampliação de sua participação no Midway Mall, em Natal (RN), passando de 0,95% para 12,43% do empreendimento. A operação foi comunicada ao mercado nesta sexta-feira (31) e dá continuidade à estratégia anunciada pelo fundo em dezembro de 2025.
Segundo a gestora Vinci Real Estate, a ampliação ocorreu por meio da conversão da participação do fundo em um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), do qual era credor, em participação adicional na Midway Shopping Center S.A. (SPE), empresa que detinha 100% do shopping. Após uma reorganização societária, o VISC11 passou a deter diretamente uma participação de 12,43% na fração imobiliária do ativo.
Para concluir a aquisição, o fundo assumiu obrigações futuras de pagamento de R$ 99,8 milhões, divididas em quatro parcelas anuais de R$ 25 milhões, com vencimentos em dezembro de 2026, 2027, 2028 e 2029. Os valores serão corrigidos pela variação acumulada do IPCA desde o fechamento da operação, em 17 de dezembro de 2025.
Além dessas obrigações, o investimento contempla a aquisição inicial da participação indireta de 0,95% no ativo e a compra do CRI, ambos realizados em dezembro de 2025 e posteriormente convertidos em participação direta no imóvel.
Considerando todos os desembolsos necessários para a aquisição dos 12,43% do Midway Mall, o investimento totaliza R$ 200 milhões. A gestora estima um cap rate de 9,2%, com base no orçamento de 2026 e considerando o valor presente das parcelas futuras.
O Midway Mall é um dos maiores shopping centers de Natal e do Rio Grande do Norte, com cerca de 300 lojas, operações de alimentação, cinema e espaços de lazer. Segundo a gestora, o empreendimento é uma referência comercial e turística da região e reforça a estratégia do fundo de ampliar a exposição em ativos considerados estratégicos.
De acordo com o comunicado, no primeiro semestre de 2026 o shopping registrou crescimento de 13% no NOI Caixa em relação ao mesmo período do ano anterior. A informação é gerencial, não auditada, e, segundo a gestora, não representa garantia de resultados futuros.
Com a operação, o VISC11 passa a contar com um portfólio de 32 ativos distribuídos por 15 estados e o Distrito Federal, administrados por 11 administradoras diferentes.