Ebitda ajustado cai 44,3% em um ano, para R$ 504 milhões; empresa encerra período com 15,9 milhões de beneficiários.
A Hapvida registrou receita líquida de R$ 7,97 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 3,9% sobre o mesmo período de 2025. O resultado foi divulgado no relatório da companhia referente ao período.
A receita líquida ficou acima dos R$ 7,67 bilhões registrados no segundo trimestre do ano passado e também superou em 1% os R$ 7,89 bilhões do primeiro trimestre de 2026. No primeiro semestre, a receita chegou a R$ 15,86 bilhões, avanço de 4,6% em relação ao mesmo período de 2025.
Segundo a Hapvida, o crescimento foi impulsionado principalmente pelos reajustes dos contratos de planos de saúde. A receita dessa área somou R$ 7,79 bilhões no trimestre, alta de 3,6% em um ano. Já os planos odontológicos tiveram receita de R$ 226,3 milhões, queda de 1,6% na mesma comparação.
O Ebitda ajustado, indicador usado para acompanhar o desempenho operacional, ficou em R$ 504,4 milhões, equivalente a 6,3% da receita líquida. O valor representa queda de 44,3% em relação aos R$ 905 milhões do segundo trimestre de 2025.
O lucro líquido ajustado foi de R$ 12,5 milhões no trimestre, equivalente a 0,2% da receita líquida. Na comparação com o primeiro trimestre, houve redução de 2,9 pontos percentuais na margem.
Beneficiários e custos
A Hapvida terminou junho com 15,96 milhões de beneficiários. Desse total, 8,66 milhões estavam em planos de saúde e 7,29 milhões em planos odontológicos. No trimestre, houve redução líquida de 16 mil beneficiários de saúde e acréscimo de 103 mil nos planos odontológicos.
O relatório cita melhora dos canais de varejo no Norte, Nordeste e Centro-Oeste e destaca o desempenho dos planos por adesão na Bahia e no Ceará. O documento não apresenta, nesse trecho, números específicos de beneficiários para o Ceará.
O ticket médio dos planos de saúde passou de R$ 289,40 por mês no segundo trimestre de 2025 para R$ 305,90 no mesmo período deste ano, alta de 5,7%.
A sinistralidade caixa chegou a 75,2%, ante 73,9% um ano antes e 72,2% no primeiro trimestre. As contas médicas somaram R$ 5,99 bilhões.
A dívida líquida considerada para o cálculo do indicador contratual alcançou R$ 5,4 bilhões. A relação entre dívida líquida e Ebitda dos últimos 12 meses ficou em 1,61 vez, ante 0,95 vez no segundo trimestre de 2025.