Os mercados financeiros iniciaram esta quarta-feira (5) em clima positivo, impulsionados pela expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã que possa garantir a reabertura e a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. O otimismo levou o S&P 500 a renovar sua máxima histórica na sessão anterior e estimulou ganhos nas bolsas da Ásia e da Europa.

Nos Estados Unidos, os contratos futuros apontavam alta de 0,22% para o S&P 500 e de 0,21% para o Dow Jones, enquanto o Nasdaq operava próximo da estabilidade. Na Ásia, os maiores avanços ficaram com o Nikkei, do Japão, que subiu 3,66%, e o Kospi, da Coreia do Sul, com alta de 3,76%. O índice de Xangai encerrou o pregão com valorização de 1,47%.

Na Europa, o movimento também era positivo, embora mais moderado. O DAX, da Alemanha, avançava 0,19%, o FTSE 100, do Reino Unido, subia 0,15%, e o CAC 40, da França, registrava leve alta de 0,04%.

Os preços do petróleo voltaram a subir diante da perspectiva de normalização do fluxo no Golfo Pérsico. O barril do WTI era negociado a US$ 76,42, alta de 0,86%, enquanto o Brent avançava 1,66%, para US$ 80,68. O ouro também registrava valorização de 1,66%, refletindo a busca por proteção em meio às incertezas geopolíticas.

O presidente dos Estados Unidos afirmou que as negociações com o Irã evoluíram significativamente e disse esperar um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz "muito em breve". Segundo ele, as conversas são "muito boas", mas o país responderá militarmente caso as negociações fracassem.

Apesar da melhora nas expectativas para o Oriente Médio, o conflito entre Rússia e Ucrânia segue no radar. A Rússia realizou novos ataques com drones e mísseis contra Kiev, atingindo infraestrutura e instalações civis, enquanto os confrontos entre os dois países continuam afetando centros logísticos e estratégicos.

Na Europa, indicadores econômicos reforçaram o sentimento positivo dos investidores. O índice PMI de Serviços da zona do euro voltou a superar a marca de 50 pontos em julho, indicando expansão da atividade após três meses de retração. Alemanha e Reino Unido também apresentaram recuperação do setor de serviços, com melhora dos novos pedidos e da confiança empresarial.

No Brasil, as atenções permanecem voltadas para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O colegiado conclui nesta quarta-feira a reunião que definirá o novo patamar da taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano. A decisão será divulgada após o fechamento dos mercados.

Na véspera, o Ibovespa encerrou praticamente estável, com leve queda de 0,06%, aos 177.895 pontos, após um pregão marcado por forte volatilidade. O dólar comercial avançou 0,87%, encerrando cotado a R$ 5,1312. O movimento refletiu a saída de investidores estrangeiros e o aumento das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, após a revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, segundo informações divulgadas pela Reuters.