As contas externas do Brasil registraram déficit de US$ 8,360 bilhões em janeiro, informou o Banco Central do Brasil. No mesmo mês de 2025, o saldo negativo nas transações correntes havia sido maior, de US$ 9,809 bilhões.
A melhora na comparação anual foi impulsionada principalmente pelo aumento de US$ 2,1 bilhões no superávit da balança comercial. Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, o resultado reflete a redução das importações, observada de forma generalizada entre os setores da economia, em linha com a desaceleração da atividade no país.
Também contribuiu para o resultado a queda de US$ 581 milhões no déficit da conta de serviços. Por outro lado, houve aumento de US$ 1,3 bilhão no déficit de renda primária, que inclui pagamento de juros, lucros e dividendos ao exterior.
Nos 12 meses encerrados em janeiro, o déficit em transações correntes somou US$ 67,551 bilhões, o equivalente a 2,92% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período encerrado em janeiro de 2025, o saldo negativo era de US$ 72,421 bilhões, ou 3,35% do PIB.
Investimentos financiam o déficit
O Investimento Direto no País (IDP) somou US$ 8,168 bilhões em janeiro, acima dos US$ 6,708 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado. Em 12 meses até janeiro, o IDP acumulou US$ 79,137 bilhões, o equivalente a 3,42% do PIB.
De acordo com o Banco Central, o déficit externo segue financiado majoritariamente por capitais de longo prazo, considerados de melhor qualidade, como os investimentos produtivos.
Os investimentos em carteira no mercado doméstico também tiveram forte entrada líquida, de US$ 8,867 bilhões em janeiro — a maior desde julho de 2018. No acumulado de 12 meses, esses ingressos totalizaram US$ 24,9 bilhões.
Já o estoque de reservas internacionais alcançou US$ 364,367 bilhões, com aumento de US$ 6,134 bilhões em relação ao mês anterior.
Comércio exterior e serviços
As exportações de bens somaram US$ 25,282 bilhões em janeiro, com queda de 1,2% na comparação anual. As importações, por sua vez, recuaram 10%, totalizando US$ 21,766 bilhões.
Com isso, a balança comercial fechou o mês com superávit de US$ 3,516 bilhões, bem acima dos US$ 1,396 bilhão registrados em janeiro de 2025.
O déficit na conta de serviços ficou em US$ 3,972 bilhões, redução de 12,8% frente ao mesmo período do ano anterior. Já o déficit em renda primária alcançou US$ 8,312 bilhões, alta de 18,7%, refletindo principalmente o envio de lucros e dividendos ao exterior.
A conta de renda secundária, que inclui transferências como doações e remessas sem contrapartida, registrou superávit de US$ 408 milhões em janeiro, levemente superior ao saldo positivo observado um ano antes.
Carlos Augusto
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