A cesta de consumo básica em Fortaleza apresentou alta de 1,06% em janeiro de 2026, passando de R$ 861,24 em dezembro para R$ 870,37 no primeiro mês do ano, segundo levantamento da Neogrid em parceria com o FGV IBRE. No acumulado dos últimos seis meses, a capital cearense registra avanço de 3,03%, com o valor saindo de R$ 844,76, em agosto de 2025, para o patamar atual.
O desempenho de Fortaleza ficou acima do registrado no Rio de Janeiro (0,21%) e em Brasília (0,22%), mas abaixo das maiores altas do mês, observadas em Salvador (2,34%) e Curitiba (1,62%). No ranking geral, o Rio de Janeiro segue com a cesta mais cara do país, ao custo de R$ 989,40.
Itens que mais pressionaram em Fortaleza
Na capital cearense, os principais aumentos vieram dos legumes, que dispararam 16,68%, e das frutas, com alta de 3,84%. Já os preços do fubá e farinhas de milho recuaram 0,80%, enquanto a carne bovina subiu 0,66% e a farinha de mandioca teve leve variação positiva de 0,09%.
Entre os produtos que ajudaram a conter a alta da cesta em Fortaleza estão o suíno (-5,81%), o óleo (-2,81%) e o leite UHT (-0,20%). O pão teve leve alta de 0,50% e os ovos ficaram praticamente estáveis (0,14%).
Cesta ampliada também sobe
Na cesta ampliada — que inclui itens de higiene e limpeza além dos alimentos — Fortaleza também registrou alta de 1,06% em janeiro, totalizando R$ 1.934,20. Entre os destaques de pressão aparecem os queijos, com aumento de 4,38%.
No cenário nacional, Manaus lidera a alta acumulada no semestre (18,43%), enquanto Curitiba (9,24%) e Belo Horizonte (5,82%) também registram avanços mais expressivos no período. Fortaleza, por sua vez, mantém trajetória de alta moderada no início de 2026.
Carlos Augusto
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