A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,1% no quarto trimestre de 2025, abaixo dos 5,6% registrados no trimestre anterior e 1,1 ponto percentual inferior ao mesmo período de 2024 (6,2%). O resultado consolida o movimento de melhora do mercado de trabalho ao longo do ano.
Entre as unidades da federação, o destaque foi o Ceará, que apresentou a maior redução frente ao trimestre anterior, com queda de 1,4 ponto percentual. Também houve recuo em São Paulo (-0,5 p.p.), Rio de Janeiro (-0,6 p.p.), Pernambuco (-1,2 p.p.), Distrito Federal (-1,2 p.p.) e Paraíba (-1,3 p.p.). Nas demais unidades, o indicador ficou estável.
As maiores taxas de desocupação foram registradas em Pernambuco (8,8%), Amapá (8,4%), Alagoas (8,0%), Bahia (8,0%) e Piauí (8,0%). Já as menores ficaram com Santa Catarina (2,2%), Espírito Santo (2,4%), Mato Grosso do Sul (2,4%) e Mato Grosso (2,4%).
Diferenças por perfil
A taxa de desocupação foi de 4,2% entre os homens e 6,2% entre as mulheres. Por cor ou raça, ficou abaixo da média nacional para brancos (4,0%) e acima para pretos (6,1%) e pardos (5,9%).
Em relação à escolaridade, pessoas com ensino médio incompleto registraram a maior taxa (8,7%). Para quem tem ensino superior completo, o índice caiu para 2,7%, evidenciando maior inserção no mercado formal.
Subutilização e informalidade
A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 13,4% no país. O Piauí liderou com 27,8%, seguido por Bahia (25,4%) e Alagoas (25,1%). As menores taxas foram observadas em Santa Catarina (4,4%), Espírito Santo (5,9%) e Mato Grosso (6,1%).
A informalidade atingiu 37,6% da população ocupada. Maranhão (57,3%), Pará (56,7%) e Amazonas (51,6%) apresentaram os maiores percentuais, enquanto Santa Catarina (25,7%), Distrito Federal (27,1%) e São Paulo (29,7%) tiveram as menores taxas.
Renda e massa salarial
O rendimento médio real habitual foi estimado em R$ 3.613 no quarto trimestre, acima do trimestre anterior (R$ 3.527) e do mesmo período de 2024 (R$ 3.440). A massa de rendimento alcançou R$ 367,6 bilhões, também em alta nas duas comparações.
O número de pessoas buscando emprego há dois anos ou mais caiu 19,6% na comparação anual, para 1,1 milhão. Também houve redução entre aqueles que procuravam trabalho há menos de um mês (-23,1%).
O desempenho reforça a trajetória de melhora no mercado de trabalho ao longo de 2025, com destaque regional para o Ceará, que apresentou a maior redução trimestral da taxa de desocupação no país.
Carlos Augusto
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