O BRB – Banco de Brasília S.A. aprovou um aumento de capital que pode variar entre R$ 536 milhões e R$ 8,8 bilhões, por meio da emissão de novas ações, conforme decisão do Conselho de Administração em 22 de abril de 2026.

A operação será realizada via subscrição privada, com emissão de ações ordinárias e preferenciais ao preço de R$ 5,36 por papel. O aumento ainda depende de homologação do Banco Central do Brasil, condição necessária para sua efetivação.

Caso a subscrição máxima seja atingida, o capital social do banco poderá saltar de R$ 2,34 bilhões para até R$ 11,16 bilhões, ampliando significativamente a base de capital da instituição. Na hipótese mínima, o capital passará para R$ 2,88 bilhões.

O objetivo da operação é reforçar a estrutura de capital do banco, melhorar indicadores prudenciais — como o índice de Basileia — e ampliar a capacidade de crescimento das operações. A medida também busca reduzir o nível de alavancagem e aumentar a capacidade de absorção de perdas.

Os acionistas terão direito de preferência para subscrição das novas ações entre 29 de abril e 28 de maio de 2026, proporcionalmente à participação detida em 27 de abril. A diluição potencial para quem não participar da oferta pode chegar a 77,19%.

O preço de emissão foi definido com base na média das cotações das ações na B3 nos últimos 60 pregões, sem ágio ou deságio, refletindo o valor de mercado da companhia.

A operação ocorre em um momento de reestruturação do BRB, após pressões sobre sua situação patrimonial, e sinaliza esforço de recomposição de capital com apoio do acionista controlador.

Para o mercado, o aumento de capital é um movimento relevante para a estabilização financeira da instituição, embora represente risco de diluição para acionistas que não acompanharem a subscrição.