A Marcopolo encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 341,7 milhões, resultado 7,2% superior ao registrado no mesmo período de 2024. A margem líquida alcançou 13,3%, acima dos 12% observados um ano antes, indicando melhora na rentabilidade mesmo diante de um cenário desafiador no mercado doméstico.
A receita líquida consolidada somou R$ 2,57 bilhões entre outubro e dezembro, recuo de 3,6% na comparação anual, refletindo principalmente menores volumes no Brasil, impactados pelo custo elevado do crédito. No acumulado de 2025, porém, a companhia registrou receita de R$ 9,06 bilhões, crescimento de 5,4% frente a 2024.
A produção total no trimestre foi de 3.803 unidades, queda de 1,7% na base anual. No Brasil, a produção atingiu 3.186 unidades, com retração de 2,4%, enquanto as operações no exterior cresceram 2,7%, totalizando 617 unidades. O desempenho internacional contribuiu para compensar parcialmente a desaceleração do mercado interno.
O EBITDA no quarto trimestre foi de R$ 426 milhões, com margem de 16,6%, abaixo dos 17,3% registrados no mesmo período do ano anterior. O resultado foi impactado por um efeito não recorrente de R$ 62 milhões relacionado à coligada canadense NFI. Desconsiderando esse fator, o EBITDA ajustado teria alcançado R$ 488 milhões, com margem de 19%. Já o lucro bruto somou R$ 668,1 milhões, com margem de 26%, superior à do quarto trimestre de 2024.
Ao final de dezembro, o endividamento financeiro líquido era de R$ 1,48 bilhão. Desse total, R$ 281,9 milhões referem-se ao segmento industrial, equivalente a 0,2 vez o EBITDA dos últimos 12 meses, enquanto o restante está vinculado às operações do Banco Moneo. A geração de caixa operacional no trimestre foi de R$ 847 milhões, e o caixa totalizou R$ 2,22 bilhões ao fim do período.
Para 2026, a companhia projeta recuperação gradual dos volumes no mercado interno, especialmente a partir do segundo semestre, condicionada a um cenário de redução das taxas de juros. No exterior, a expectativa é de manutenção do bom desempenho, com destaque para as operações na Austrália e melhora gradual nos resultados da coligada canadense.