Banco digital registra alta de 49% no lucro em um ano e chega a 139 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia.

O Nubank registrou lucro líquido de US$ 1,061 bilhão no segundo trimestre de 2026, maior resultado trimestral de sua história. O valor representa crescimento de 49% na comparação anual e de 17% em relação ao primeiro trimestre.

A Nu Holdings divulgou os resultados em 13 de agosto. A receita bruta gerencial alcançou aproximadamente US$ 5,9 bilhões, avanço de 39% em relação ao mesmo período de 2025. O lucro bruto chegou a US$ 2,4 bilhões, com crescimento anual de 43% e trimestral de 25%.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) encerrou o trimestre em 33%, ante 29% no primeiro trimestre e 28% no segundo trimestre de 2025. A margem financeira líquida ajustada ao risco passou de 9,5% no primeiro trimestre para 12,4% no segundo.

Nubank chega a 139 milhões de clientes

O banco adicionou aproximadamente quatro milhões de clientes no trimestre e encerrou junho com 138,9 milhões de clientes, número apresentado de forma arredondada pela companhia como 139 milhões. No Brasil, são quase 118 milhões.

No México, o Nu terminou o período com 15,8 milhões de clientes e chegou a 16 milhões em julho. Na Colômbia, ultrapassou cinco milhões. A taxa de atividade mensal global alcançou 83,5% e superou 86% no Brasil pela primeira vez.

A receita média mensal por cliente ativo ficou em US$ 17,1. O volume de compras alcançou US$ 43,4 bilhões, crescimento de 16% em relação ao segundo trimestre de 2025, considerando a base neutra de câmbio apresentada pela companhia.

Carteira de crédito chega a US$ 39,4 bilhões

A carteira total de crédito atingiu US$ 39,4 bilhões, alta anual de 37% e de 5% em relação ao trimestre anterior. Desse total, US$ 26 bilhões correspondem a cartões de crédito, aproximadamente US$ 10,3 bilhões a crédito sem garantia e US$ 3,1 bilhões a crédito com garantia.

Os depósitos chegaram a US$ 45,3 bilhões, avanço de 18% em um ano. O Brasil encerrou o trimestre com US$ 36,4 bilhões em depósitos, enquanto México e Colômbia registraram US$ 5,7 bilhões e US$ 3,3 bilhões, respectivamente.

Na qualidade dos ativos, o índice de inadimplência entre 15 e 90 dias caiu para 4,8%. Já a inadimplência acima de 90 dias aumentou para 6,9%.

Segundo o fundador e CEO global do Nubank, David Vélez, a instituição passou a gerar mais de US$ 1 bilhão em lucro líquido por trimestre. O executivo também destacou as operações no México, a evolução da estrutura no Brasil e o uso do NuFormer, modelo de comportamento financeiro da companhia.