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    Home » PUXANDO O SACO E AS BARBAS DO PAPAI NOEL
    A Crônica da Semana

    PUXANDO O SACO E AS BARBAS DO PAPAI NOEL

    Pedro Paulo PaulinoPor Pedro Paulo Paulino20/12/20241 comentário3 minutos de leitura
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    Particularmente, não quero me alistar no coro daqueles que deploram, debocham, execram e defenestram o Papai Noel, antes mesmo que ele se aproxime da janela. Assim me comporto em atenção, especialmente, a um respeitável público: as crianças. Pois entendo que, se os adultos têm, cultivam e adoram seus mitos ridículos, o ano inteiro, é direito também das crianças, uma vez por ano e na fase mais passageira da existência, acreditarem em alguém que, na noite de Natal, venha-lhes deixar um presente, por simples que seja.

    O problema é que o Bom Velhinho atende a um número relativamente pequeno de pirralhos – e é exatamente daí que surge a polêmica e a ojeriza dos seus antagonistas. Todavia, quero crer que, em relação ao Papai Noel, na nossa condição de adulto, aceitá-lo ou condená-lo dá na mesma manifestação acerba de hipocrisia. Neste caso, esforço-me por me manter num ponto neutro.

    É mais do que verdade que o Papai Noel, na grande maioria dos casos, tornou-se um monstrengo filho do capitalismo e um emblema descarado do consumismo onde quer que ele apareça (isto para repetir um discurso batido). Também não é menos verdade que, se supondo a erradicação do Papai Noel, as festas natalinas perderiam um de seus personagens mais contagiantes. E é este o ponto nevrálgico.

    Pois com certeza alguém já levantou o indicador, questionando: “e onde fica o aniversariante e dono da festa?”. Sem entrar no mérito da questão, eu diria que ele está também e logicamente contido no Natal, e com mais propriedade ainda no coração das crianças que creem no Papai Noel, pois segundo se sabe do próprio Cristo, “quem não tiver um coração de criança não tem o seu reino”.

    Meu argumento pode supor que, na minha infância, eu recebia todo ano a visita de Papai Noel, que me trazia o presente tão sonhado. Nada disso. Do contrário, ele jamais me visitou. Até porque, o papai Noel nunca vai à roça, e eu fui menino da roça. Aqui, sempre só se teve notícia dele por ouvir dizer. De tal modo, que eu não teria nem razão em reclamar. Papai Noel é uma entidade estritamente urbana, que não costuma frequentar as moradias da zona rural carrasquenta. Problema dele.

    Porém, como pareço estar puxando o saco do Papai Noel, também lhe puxo as barbas brancas e compridas. Puxo-lhe as barbas e o admoesto a visitar, mesmo que não leve presentes, as crianças pobres da periferia das cidades, grandes, médias e pequenas. Em todas elas, senhor Papai Noel, há notoriamente uma população imensa de crianças carentes, de tudo: comida, saúde, educação e afeto. Vá também, senhor Papai Noel, aos povoados, vilas e comunidades rurais, onde nunca falta um grande contingente de crianças nessas mesmas condições, necessitando da tua presença. E não te esqueças também, senhor Papai Noel, de visitar os indigentes de qualquer idade, os velhos pobres em especial, homens e mulheres, que depois de todas as agruras deste mundo, voltaram novamente a ser crianças e precisam de uma palavra amiga como presente.

    E quanto a mim, senhor Papai Noel, que quando criança jamais recebi a tua visita, já nesta altura do campeonato é que não deves mesmo bater à minha porta, pois em teu matulão é-te humanamente impossível trazer o único presente que eu, ansioso, te pediria: a minha infância de volta, mesmo sem ti, Papai Noel. E fiquemos quites.

    Boas Festas!

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    Pedro Paulo Paulino
    • Local na rede Internet

    Atuante tanto na literatura de cordel quanto na poesia erudita, com diversas conquistas em prêmios literários de âmbito nacional. Além de seu trabalho como escritor, ele também é redator e diagramador de jornais, revistas e livros, atuando dentro e fora de Canindé. Como radialista, Pedro Paulo apresenta um programa aos domingos, focado em resgatar sucessos da Velha Guarda.

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    Ver 1 comentário

    1 comentário

    1. PEDRO GERVÁSIO MOREIRA MARTINS sobre 20/12/2024 14:40

      SENSACIONAL. Deixai vir a mim as criancinhas. Se fosse dado-me a chance de fazer um pedido, pediria ao bom velhinho que trouxesse de minha amada de volta ao nosso convívio.🙏

      Responder
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