O Ibovespa iniciou a semana dividido entre o aumento das tensões geopolíticas e a melhora das expectativas para a inflação brasileira. Nesta segunda-feira (20), a cautela prevaleceu, e o principal índice da B3 encerrou o pregão em queda de 0,20%, aos 173.371,35 pontos.

O cenário externo continuou pressionando os mercados. A nova escalada dos conflitos no Oriente Médio, marcada por ataques entre Estados Unidos e Irã, elevou a aversão ao risco entre os investidores. Além disso, novas declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, impulsionaram os preços internacionais do petróleo, que voltaram a se aproximar dos US$ 90 por barril.

No mercado doméstico, o desempenho do índice foi parcialmente sustentado pela revisão das expectativas para a inflação. O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, reduziu a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 para 5,15%, mantendo a trajetória de queda nas estimativas do mercado.

Ao longo da sessão, o Ibovespa permaneceu próximo da estabilidade. Entre os destaques, as ações da Vale (VALE3) recuaram 1,38%, acompanhando a queda dos preços do minério de ferro. Em contrapartida, os papéis da Petrobras (PETR4) avançaram 0,61%, beneficiados pela valorização do petróleo, enquanto os bancos ajudaram a limitar as perdas do índice.

Durante o pregão, o Ibovespa oscilou entre a máxima de 174.310,57 pontos e a mínima de 173.221,86 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 16 bilhões.

No mercado de câmbio, o ambiente de cautela foi amenizado pela leitura mais favorável para a inflação brasileira. Com isso, o real ganhou força frente à moeda norte-americana. Ao fim da sessão, o dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,43%, cotado a R$ 5,08.