Resultado do 4º trimestre confirma expansão da carteira de crédito, avanço em serviços e seguros e manutenção da qualidade dos ativos; banco projeta crescimento moderado em 2026
O Itaú Unibanco fechou 2025 com lucro recorrente gerencial de R$ 46,8 bilhões, alta de 13,1% em relação a 2024, segundo a apresentação de resultados do quarto trimestre divulgada nesta quarta-feira (5). No 4T25, o lucro recorrente somou R$ 12,3 bilhões, crescimento de 3,7% frente ao trimestre anterior e de 13,2% na comparação anual .
O retorno sobre o patrimônio (ROE) recorrente gerencial alcançou 23,4% em 2025, com avanço consistente ao longo do ano, enquanto o índice de eficiência recuou para 38,8%, refletindo ganhos operacionais, maior escala e disciplina de custos. No quarto trimestre, o índice ficou em 38,9%, com melhora tanto no Brasil quanto no consolidado.
A carteira de crédito total atingiu R$ 1,49 trilhão em dezembro, crescimento de 6,3% em relação a setembro e de 6,0% em 12 meses, desconsiderando o efeito cambial. O destaque foi o segmento de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), com expansão anual de 11%, além do crédito imobiliário, que avançou 12,8% em 12 meses, consolidando o banco como líder entre os privados nesse mercado .
A margem financeira com clientes somou R$ 121,1 bilhões no ano, alta de 12,1%, sustentada pelo crescimento do volume de crédito e pelo mix de produtos. Já a margem com o mercado recuou, refletindo menor contribuição de tesouraria em um ambiente de juros elevados e menor volatilidade.
As receitas de serviços e o resultado de seguros totalizaram R$ 58,3 bilhões em 2025, crescimento de 6,3% sobre o ano anterior. O desempenho foi puxado por administração de recursos, adquirência e seguros, cujo resultado recorrente avançou mais de 20% no período, reforçando a diversificação das fontes de receita do banco .
Do lado do risco, a qualidade da carteira permaneceu controlada. O índice de inadimplência acima de 90 dias encerrou dezembro em 2,0% no consolidado, estável ao longo do ano, mesmo com maior crescimento em linhas de crédito para empresas e pessoas físicas. O custo do crédito fechou 2025 em R$ 36,6 bilhões, alta de 6,1%, mas dentro do guidance divulgado anteriormente.
Para 2026, o Itaú projeta crescimento da carteira de crédito total entre 5,5% e 9,5%, com expansão um pouco maior no Brasil, entre 6,5% e 10,5%. A expectativa é de receitas de serviços e seguros entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões, enquanto o custo do crédito deve crescer entre 1,5% e 5,5%, sinalizando manutenção da cautela diante de um cenário macroeconômico ainda restritivo .
O guidance considera um ambiente de desaceleração gradual da economia, com inflação mais próxima da meta e juros ainda elevados no início do ano. Para investidores, os números reforçam a capacidade do Itaú Unibanco de sustentar rentabilidade elevada, com crescimento seletivo do crédito, controle de custos e foco em criação de valor, mesmo em um ciclo macroeconômico mais desafiador.
