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O que há de novo
Autor: Pedro Paulo Paulino
Atuante tanto na literatura de cordel quanto na poesia erudita, com diversas conquistas em prêmios literários de âmbito nacional. Além de seu trabalho como escritor, ele também é redator e diagramador de jornais, revistas e livros, atuando dentro e fora de Canindé. Como radialista, Pedro Paulo apresenta um programa aos domingos, focado em resgatar sucessos da Velha Guarda.
© Divulgação/freepik O próximo domingo será um dia de reinício quase total das coisas. Sábado encerra a semana, o mês e o ano. E tudo recomeça no domingo, o primeiro dia da semana, conforme a contagem do tempo através de diversos povos, e da bíblia. Recomeçam a semana, o mês e o ano. Na meia-noite de sábado, zera-se o cronômetro, para iniciar nova maratona: a corrida de 2023, faltando apenas mais dois anos para fechar o primeiro quartel do século vinte e um, que a bem dizer começou ontem.Até início dos anos noventa do século passado, o novo século e o…
Foto: Pedro Paulo PaulinoEm várias paragens deste sertão imenso, uma novidade que se repete por este período do ano e aguardada com expectativa é a safra de mangas. Entre dezembro e janeiro acontece a alta estação dessas frutas sazonais e saborosas. As mangueiras frondosas encontram-se especialmente plantadas no leito ou margem de rios e riachos secos a maior parte do ano, porém férteis. Ao contrário da maioria de outras plantas, estas frutificam mesmo na ausência de chuvas – e frutificam sempre em abundância.As espécies mais comuns são a manga maracá, a manguita e a jordão. Há, todavia, entre todas a…
O dia 15 de dezembro é dedicado ao jornaleiro. Essa profissão já foi varrida do mapa, visto que os jornais impressos estão com seus dias contados, com o advento das mídias digitais. Mas o jornaleiro deixou sua marca registrada na memória de muita gente. Foi motivo até de canções nas vozes de grandes cantores de outrora. Exemplo é a Canção do jornaleiro, sucesso de Wanderley Cardoso.Na cidade de Canindé, ficou na história o jornaleiro conhecido como Boió. Seu nome verdadeiro e suas origens são uma incógnita. Mas com essa alcunha e com sua profissão, ele tornou-se conhecido das gerações dos anos sessenta…
© DivulgaçãoOs almanaques populares já foram uma das principais atrações nas povoações interioranas. Neste período do ano, tinha início a procura por esse tipo de publicação, geralmente impressos em papel ordinário e em pequenas tipografias. Um dos mais tradicionais e de mais longa existência foi o Almanaque O Juízo do Ano, de autoria de Manoel Caboclo e Silva. No formato de folheto de cordel, com 24 ou 32 páginas, era impresso em Juazeiro do Norte e distribuído para diversas cidades do Ceará e até de estados vizinhos, através de folheteiros que os comercializavam em feiras livres. Antes que o homem do…
Glaubia SantosHá alguns anos viveu em Canindé um tipo popular bastante conhecido por suas originalidades. Lopes, ou “Lopim”, como todos o tratavam, habitava solitário algum recanto da conhecida Praça Azul, no centro da cidade. Trajava invariavelmente calça e camisa brancas e surradas. De feitio mirrado, rosto miúdo, era visto sempre curvado em seu inseparável bastão, com o qual perambulava vagarosamente pelas ruas centrais, de onde nunca arredava pé.Era distinto, atencioso e cortês. Tinha donaire e uma elegância oriunda do próprio abandono. Em termos atuais, era dotado do que se chama resiliência aos contratempos da vida. Por hábito, pluralizava a seu…
@LOC / Fifa World Cup 2022Como todo bom brasileiro, eu também torço e tenho meu time preferido. Quando se trata de Copa do Mundo, naturalmente, torço pelo Brasil, consagrado país do futebol. Porém, nunca diria que sou um daqueles torcedores fervorosos, que briga pelo time, que veste a camisa, principalmente de uns tempos para cá, quando a camisa padrão da Seleção Canarinho tornou-se enxovalhada. Dizendo melhor, nesta altura do campeonato, jamais meus pés pisaram num estádio. Em todo caso, sou um torcedor.Assim dito, eis que o futebol chega, novamente, ao seu momento apoteótico: a Copa do Mundo. Período em que…
Divulgação/Reprodução InternetEm um só dia a música brasileira fica duplamente enlutada. Nove de novembro. No final da manhã, espalha-se a notícia da morte de Gal Costa. E no final da tarde, a notícia da morte de Rolando Boldrin. Duas vozes que por décadas a fio alegraram os ouvidos mais refinados e emocionaram os corações brasileiros mais apaixonados e emotivos.Gal viveu 77 anos, e Boldrin, 86. Embora cantando estilos diferentes, ambos têm certa semelhança em sua trajetória, pois surgiram no meio artístico nos anos sessenta do século passado, ralaram em busca do sucesso, conquistaram um sem-número de admiradores, viraram astros consagrados…
Antecipemos para hoje a crônica que escrevo toda sexta-feira no Portal de Notícias CNE. Neste dia dedicado aos mortos, vêm-me à lembrança aqueles que se foram e não deixaram túmulo. Isto vale tanto para os anônimos quanto para as celebridades. No primeiro grupo, existe uma vasta quantidade de pessoas, incluindo as vítimas de epidemias, de acidentes aéreos de grande proporção e os mortos nas guerras, por exemplo. No grupo das pessoas famosas, pelos menos dois grandes vultos foram enterrados não se sabe mesmo onde.De Camões, lê-se que: “Entre 1579 e 1581 grassa em Lisboa, mais uma vez, violenta peste. A…
© Divulgação/TSE Trinta de outubro de 2022. Domingo. E lá vamos nós, novamente, milhões de brasileiros, a um lugar comum em todo o território nacional: a cabine de votação. Domingo, que é dia de praia, clube, futebol, passeio e lazer, torna-se, desta vez, um domingo cheio de responsabilidade para todos nós. Um dia dos mais sérios na vida de todo mundo. Um dia decisivo.Na cabine eleitoral, estaremos, cada um de nós, diante de um objeto de pequeno porte e grande importância: a urna eleitoral. Nela, depositaremos nosso voto e nossa confiança no candidato de nossa escolha. Um simples aperto de tecla,…
© Arquivo pessoal/Pedro Paulo PaulinoAinda sobre o Dia da Criança, transcorrido em 12 de outubro, faço aqui algumas considerações, e pedindo licença ao caro leitor, para puxar um pouco de brasa para a sardinha da minha infância. A foto que ilustra esta crônica é uma das poucas fotos que restou da minha meninice vivida na zona rural. Na imagem, malconservada, estou sentado no balcão da bodeguinha do meu pai, um pequeno comércio de beira de estrada. E seguro um gato. Nessa época, eu tinha uma fazenda de gatos, com um rebanho estimado em cerca de dez cabeças, dos quais cuidava…
