Companhia encerra o ano com crescimento de 37,4% no lucro líquido, expansão da receita de serviços acima da inflação e forte geração de caixa
A TIM S.A. encerrou 2025 com lucro líquido normalizado de R$ 4,343 bilhões, alta de 37,4% sobre 2024, consolidando o maior resultado anual da história da companhia. Apenas no quarto trimestre, o lucro somou R$ 1,349 bilhão, avanço de 27,9% na comparação anual, segundo o Release de Resultados 4T25 .
O desempenho foi sustentado pela expansão consistente da receita de serviços e por disciplina na gestão de custos, que levou a margem EBITDA normalizada a 53,1% no 4T25 — recorde histórico para a operadora.
A receita líquida total alcançou R$ 26,6 bilhões em 2025, crescimento de 4,6% sobre o ano anterior. Já a receita de serviços avançou 5,2%, superando o IPCA acumulado de 4,26% no período, conforme destacado no relatório .
O principal motor foi o segmento móvel. A receita de serviços móveis cresceu 5,4% no ano, com destaque para o pós-pago, que avançou 11,2% em 2025 e 9,5% no quarto trimestre. O ARPU móvel atingiu R$ 33,7 no 4T25, alta de 4,2% na base anual.
A base pós-paga chegou a 32,7 milhões de clientes no fim de dezembro, crescimento de 8,4% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto o pré-pago recuou 8,3%, refletindo a estratégia de migração para planos de maior valor agregado .
No segmento fixo, a TIM Ultrafibra encerrou o ano com 850 mil clientes, alta de 7,6%, com crescimento de 6,2% na receita no quarto trimestre.
O EBITDA normalizado totalizou R$ 13,6 bilhões em 2025, alta de 7,5%, com margem de 51,0%, expansão de 1,4 ponto percentual. No quarto trimestre, o EBITDA somou R$ 3,672 bilhões, avanço de 9,7% .
A geração de caixa operacional também foi destaque. O EBITDA-AL menos Capex cresceu 15,7% em 2025, enquanto o fluxo de caixa operacional livre atingiu R$ 5,349 bilhões no acumulado do ano, alta de 16%.
O Capex permaneceu praticamente estável em R$ 4,541 bilhões, com intensidade de investimentos equivalente a 17,1% da receita líquida, abaixo dos 17,9% registrados em 2024.
Ao final de dezembro, a dívida líquida total era de R$ 11,1 bilhões. A relação dívida líquida total/EBITDA normalizado ficou em 0,82 vez, mantendo a alavancagem em patamar confortável .
A companhia também destacou a manutenção de caixa robusto, que somava R$ 5,9 bilhões ao fim do exercício.
Entre os eventos recentes, a TIM aprovou em dezembro a distribuição de R$ 2,21 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio e concluiu a aquisição da V8 Tech, reforçando a estratégia no segmento B2B .
A operadora encerrou 2025 com cobertura 5G em 1.089 cidades e reiterou o foco em expansão do pós-pago, monetização de dados, avanço em soluções B2B e disciplina de custos.
Para investidores, os números reforçam a tese de crescimento com expansão de margens e forte geração de caixa, sustentada por migração da base para planos de maior valor e controle rigoroso de despesas em um ambiente macroeconômico ainda restritivo.
