O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (20) com alta de 1,06%, aos 190.534,42 pontos, estabelecendo um novo recorde de fechamento. É a 12ª máxima histórica registrada em 2026. O recorde anterior havia sido alcançado em 11 de fevereiro, aos 189.699 pontos.
O principal vetor positivo do dia foi a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou tarifas impostas globalmente sobre produtos importados com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). A sinalização de redução de barreiras comerciais favoreceu ativos ligados ao comércio exterior e ajudou a sustentar o movimento comprador no mercado brasileiro.
Pela manhã, contudo, o índice operava em queda, refletindo dados mais fracos da economia norte-americana. O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 1,4% no último trimestre, abaixo da expectativa de 3,0%. O índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), indicador acompanhado pelo Federal Reserve, avançou 0,4% em dezembro, reforçando a cautela sobre a trajetória da inflação americana.
No cenário doméstico, os investidores repercutiram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística que mostraram taxa média anual de desemprego de 5,6% em 2025, a menor da série histórica. No quarto trimestre, a taxa ficou em 5,1%, reforçando a resiliência do mercado de trabalho.
Durante o pregão, o Ibovespa oscilou entre 186.700,34 pontos na mínima e 190.726,78 pontos na máxima histórica intradiária. O volume financeiro negociado na B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão foi de R$ 36,1 bilhões.
No câmbio, o dólar comercial recuou 0,98%, encerrando o dia a R$ 5,17, acompanhando o enfraquecimento global da moeda norte-americana e o movimento de maior apetite por risco nos mercados emergentes.
Carlos Augusto
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