A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que declarou ilegais as tarifas impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) tende a aliviar barreiras comerciais e abrir espaço para avanço das exportações brasileiras ao mercado americano.
Os Estados Unidos são o terceiro maior destino das exportações do Brasil e o principal comprador de produtos manufaturados nacionais, segmento de maior valor agregado. A revisão das tarifas pode beneficiar setores que haviam sido atingidos por sobretaxas adicionais de 10% e 40%, que chegaram a incidir sobre 37% das vendas brasileiras ao país. Antes da decisão, esse percentual já havia sido reduzido para cerca de 22%, após negociações bilaterais.
Entre os produtos mais afetados estavam café solúvel, máquinas e equipamentos, motores, madeira e calçados.
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, avaliou que a decisão foi relevante para o Brasil, destacando a importância do mercado americano para os manufaturados nacionais e o potencial de ampliação das trocas comerciais.
Segundo ele, o diálogo com o governo dos Estados Unidos deve continuar, com foco em aprofundar a parceria comercial e ampliar a complementaridade econômica entre os dois países.
Para o setor exportador, a mudança reduz incertezas regulatórias e melhora o ambiente para planejamento e investimento, sobretudo em cadeias industriais com maior geração de emprego e renda.
Carlos Augusto
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