Companhia atinge 2,99 milhões de boed, supera meta anual e registra maior adição de reservas em uma década
A Petrobras encerrou 2025 com produção total própria de óleo e gás natural de 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), alta de 11% em relação a 2024. O volume superou em 2,8 pontos percentuais o limite superior da meta anual estabelecida pela companhia, que previa variação de até 4%.
No segmento de Exploração e Produção (E&P), a produção comercial alcançou 2,62 milhões de boed, também acima do teto da projeção. O resultado foi impulsionado pela entrada em operação de novas unidades, maior eficiência operacional e menor volume de paradas para manutenção.
Entre os principais vetores de crescimento estiveram o aumento de capacidade dos FPSOs Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias, o ramp-up das plataformas Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Anna Nery e Alexandre de Gusmão, além da manutenção do topo de produção do FPSO Sepetiba. A eficiência operacional ficou 3,6% acima do resultado de 2024, com destaque para ativos na Bacia de Santos.
Ao longo do ano, foram colocados em operação 44 novos poços produtores marítimos — 22 na Bacia de Santos e 22 na Bacia de Campos — e interligados 77 poços entre produtores e injetores, marco histórico para a companhia.
A produção total operada atingiu 4,32 milhões de boed, novo recorde histórico. No pré-sal, a produção total operada somou 3,70 milhões de boed, enquanto a produção própria chegou a 2,45 milhões de boed, ambos recordes. O índice de utilização de gás associado (IUGA) alcançou 97,7%, também o maior nível da série.
As plataformas do campo de Búzios ultrapassaram a marca de 1 milhão de barris de óleo por dia em outubro, e os campos de Tupi e Iracema atingiram novamente 1 milhão de barris/dia em janeiro de 2026, repetindo a marca histórica registrada pela primeira vez em 2019.
Em termos de reservas, 2025 foi o melhor ano da última década. A Petrobras adicionou 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente (boe) às reservas provadas, alcançando índice de reposição de reservas (IRR) de 175%, mesmo com produção recorde. A relação reserva/produção (R/P) atingiu 12,5 anos, reforçando a sustentabilidade do portfólio.
No segmento de Refino, Transporte e Comercialização (RTC), as exportações de petróleo atingiram recorde anual de 765 mil barris por dia (mbpd) e novo recorde trimestral de 999 mbpd no quarto trimestre de 2025.
O parque de refino operou com fator de utilização total (FUT) de 91% no ano, mantendo elevado nível de aproveitamento dos ativos. Diesel, gasolina e querosene de aviação (QAV) representaram 68% da produção total de derivados.
As vendas internas de derivados totalizaram 1.747 mbpd, alta de 1,6% sobre 2024. O QAV cresceu 6%, registrando o melhor desempenho dos últimos seis anos, em linha com a recuperação do setor aéreo.
Entre os recordes operacionais, destacam-se 354 operações anuais de ship-to-ship (STS) para exportação de petróleo e óleo combustível, 1.470 operações no Terminal de Angra dos Reis e 80 no Terminal de São Luís. Também houve recordes mensais no escoamento de derivados pelo terminal de Santos e no escoamento de GLP no Rio de Janeiro.
A Petrobras realizou ainda as primeiras entregas de combustível sustentável de aviação (SAF) produzido integralmente no Brasil, tornando-se a primeira empresa certificada conforme as regras da ICAO. O volume inicial de 3 mil m³ abasteceu distribuidoras no Aeroporto Internacional Tom Jobim.
Os resultados operacionais de 2025 reforçam a estratégia de foco no pré-sal, disciplina operacional e otimização do parque de refino. A combinação de produção recorde, elevada reposição de reservas e alta utilização dos ativos industriais posiciona a companhia para sustentar geração de caixa robusta, ainda que o desempenho financeiro dependa do comportamento dos preços internacionais do petróleo e do câmbio ao longo de 2026.

