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    A Crônica da Semana

    NO TEMPO DO ORELHÃO

    Pedro Paulo PaulinoPor Pedro Paulo Paulino23/01/2026Nenhum comentário3 minutos de leitura
    Foto: Antonio Carlos Alves
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    A frase pode soar como o eco de alguma coisa muito longínqua, já perdida na poeira do tempo. No tempo do orelhão pode encontrar parelha com frases do tipo no tempo do barco a vela, do trem a vapor, do lampião a gás. E, como sempre, tais frases estão carregadas de nostalgia ou lembrança de um tempo melhor.

    Ocorre que, embora o velho orelhão ainda esteja presente em muitas cidades, o seu fim acaba de ser, efetivamente, decretado. “Anatel começa a retirada definitiva de telefones públicos em janeiro, após o fim das concessões de telefonia fixa. Apenas cidades sem outra opção de comunicação manterão o serviço até 2028”, diz o noticiário.

    Inventado por uma arquiteta chinesa radicada no Brasil, de nome Chu Ming Silveira, o orelhão surgiu no início da década de 1970 do século passado, e desde então proliferou-se em todas as cidades, mesmo as mais escondidas nos grotões brasileiros, a ponto de a ideia ser copiada em outros países.

    Tornou-se um personagem útil e disputado na paisagem urbana. Peça acessória nas relações humanas do cotidiano. Canal de comunicação para uma infinidade de assuntos, resoluções de negócios e, acima de tudo, parceiro da moçada, fazendo, mesmo, o papel de alcoviteiro no aquecimento de namoricos, além de ser o confessionário de plantão da fofoca nossa de cada dia, atraindo filas de usuários.

    Primitivamente, o velho orelhão era o engolidor de fichas cuja duração de chamada não excedia os três minutos. De modo que, para um papo mais esticado, o usuário devia sempre estar munido, previamente, de uma mancheia de fichas, compradas em diversos locais de venda e reutilizadas pelas operadoras.

    Depois, o orelhão sofisticou-se com o uso do cartão telefônico, com créditos que variavam de dez, vinte, trinta e até quinhentas unidades. Por isso, podia ser também um objeto de empréstimo a um amigo, desde que não gastasse todos os créditos.

    Outra vantagem do cartão eram as estampas variadas, comemorativas e temáticas, também utilizados como meio de publicidade e divulgação cultural. Isso lá pelos idos dos anos 1990. Depois de utilizado, o cartão era, via de regra, descartado pela maioria dos usuários, exceto por um segmento que por esse tempo apareceu: o colecionador de cartão, originando, inclusive, um novo hobby chamado telecartofilia.

    Mas veio o século vinte e um e com ele o telefone celular, e o mundo digital, e a internet, e os smartphones, e toda a parafernália eletrônica do mundo moderno, que empurrou o mundo analógico para trás.

    Nesse ralo de antiguidades, tombou também o velho e amigo orelhão, antes figura marcante na esquina, na praça, parques, praias, calçadões e em todos os pontos da cidade. Um amigo do dia a dia, que obsoleto agora, vira artigo de museu e objeto de grata recordação para uma multidão de gente, inclusive, eu.

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    Pedro Paulo Paulino
    • Local na rede Internet

    Atuante tanto na literatura de cordel quanto na poesia erudita, com diversas conquistas em prêmios literários de âmbito nacional. Além de seu trabalho como escritor, ele também é redator e diagramador de jornais, revistas e livros, atuando dentro e fora de Canindé. Como radialista, Pedro Paulo apresenta um programa aos domingos, focado em resgatar sucessos da Velha Guarda.

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